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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
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Sem regras federais de fiscalização, pilhas de rejeito de mineração substituem barragens e avançam pelo país

Após as tragédias de Mariana e Brumadinho, mineradoras têm priorizado opção com menor potencial de dano em vez das tradicionais barragens. Em dezembro, montanha de rejeitos desmoronou em MG e tirou mais de 250 pessoas de casa. Governo federal prevê regulamentação da prática até 2026.

Sem regras federais de fiscalização, pilhas de rejeito de mineração substituem barragens e avançam pelo país
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A confeiteira Lexandra Machado estava no quintal de casa quando viu uma montanha de 80 metros de altura deslizando a poucos quilômetros, na manhã de 7 de dezembro de 2024, no povoado de Casquilho de Cima, em Conceição do Pará (MG). O que ela via era o rompimento de uma pilha de rejeitos de uma mineradora.

“Fiquei tão atordoada, que comecei a gritar. Logo me lembrei de Brumadinho. Após uns 40 minutos, os funcionários da empresa passaram de carro, dizendo que era para sairmos de casa”, conta Lexandra.

As pilhas de rejeito têm sido utilizadas pelas mineradoras como uma alternativa mais segura às barragens a montante, que foram proibidas no Brasil após a morte de quase 300 pessoas nas cidades de Brumadinho e Mariana, em 2015 e 2019.

Embora tenham menor potencial de dano, ainda não há regulamentação federal e protocolo de fiscalização, o que também torna as pilhas de rejeitos um risco, segundo especialistas. O governo federal prevê definir regras para a prática até 2026.

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O deslizamento em Conceição do Pará atingiu 7 casas e, quatro meses depois, nenhum morador pôde voltar ao povoado. Essa foi a quarta ocorrência envolvendo pilhas desde 2018. Em um dos casos, no município de Godofredo Viana, no Maranhão, uma rodovia ficou interditada por seis dias.

Anomalia é constatada em pilha de rejeitos em Conceição do Pará — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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