“A taxa de cura pode chegar a 98% quando o câncer de próstata é diagnosticado em estágios iniciais. Por isso, o acompanhamento médico regular é essencial, especialmente a partir dos 50 anos ou antes, no caso dos grupos de risco”, ressalta o urologista Bruno Costa do Prado, do hospital MedSênior.
Além do teste do toque, entre os principais exames para avaliar a saúde da próstata estão exames de sangue , como o PSA, e avaliações de imagem, como ultrassonografias e ressonâncias magnéticas.
“A combinação entre os exames aumenta a acurácia do diagnóstico, reduz a necessidade de biópsias desnecessárias e identifica precocemente alterações que podem evoluir para câncer”, afirma a patologista clínica Annelise Wengerkievicz Lopes, do Laboratório Santa Luzia.
Mitos e verdade sobre a saúde da próstata
Câncer de próstata só afeta homens idosos?
Mito. Apesar da incidência ser maior em homens com 60 anos ou mais, a condição pode aparecer a partir dos 45, especialmente nos que têm histórico familiar direto, como casos identificados no pai ou em irmãos.
Exames de rastreamento podem causar impotência ou incontinência?
Mito. Nenhum teste, principalmente o do toque retal, tem a capacidade de causar danos à funcionalidade da próstata. Quando indicado, o exame invasivo é realizado com técnicas seguras.
Mesmo sem sintomas, preciso fazer exames quando chegar na idade recomendada?
Verdade. Por ser uma condição silenciosa no início, o câncer de próstata sempre deve ser investigado. O check-up regular é a melhor forma de evitar surpresas desagradáveis no decorrer da vida.
Mesmo com um estilo de vida saudável, devo realizar um check-up?
Verdade. Uma boa rotina alimentar e a prática regular de exercícios físicos são essenciais para reduzir o risco de problemas na próstata, porém a realização de exames deve ser aliada a um estilo de vida saudável.
Sinais que a próstata não está bem
- Dificuldade para urinar (jato fraco, interrupção do fluxo, esforço para iniciar).
- Aumento da frequência urinária, especialmente à noite.
- Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
- Dor ou ardência ao urinar.
- Presença de sangue na urina ou no sêmen.
- Dor lombar ou pélvica persistente.
O papel da alimentação na proteção da próstata
Junto da realização de exames, a alimentação é grande aliada na prevenção do câncer de próstata. Quando feita de maneira equilibrada e aliada à prática de atividades físicas regulares, a rotina alimentar fortalece o sistema imunológico e, consequentemente, protege a glândula do sistema reprodutor masculino.
De acordo com a professora de nutrição Denise Perez, comidas ricas em licopeno têm ação antioxidante e aumentam a resistência da próstata contra tumores. Antioxidantes, vitaminas e minerais também são nutrientes essenciais para o organismo.
“O licopeno, a vitamina E e o selênio são particularmente importantes para proteger as células da próstata, enquanto as vitaminas A, C, D e minerais como zinco e ferro fortalecem as defesas do organismo”, explica a docente da centro universitário Una.
Os cuidados devem começar o quanto antes, mas merecem atenção especial a partir dos 40 anos, a fim de evitar danos cancerígenos. “A partir dessa idade, o corpo passa por alterações hormonais e imunológicas, por isso é fundamental adotar uma alimentação que preserve a massa magra, reduza inflamações e mantenha o intestino saudável. Uma dieta rica em fibras, antioxidantes e gorduras boas ajuda a fortalecer o sistema imunológico e a prevenir doenças crônicas”, afirma Denise.
Entre os principais alimentos recomendados para quem busca cuidar e proteger a próstata, estão:
- Alimentos ricos em licopeno (tomate, melancia, goiaba e pimentão vermelho);
- Peixes ricos em ômega-3 (salmão, sardinha e atum);
- Oleaginosas e sementes (castanhas, nozes, chia e abóbora).
“A saúde da próstata está diretamente ligada à saúde integral do homem. Consultar o médico regularmente não é sinal de fraqueza, e sim de cuidado consigo mesmo. O diagnóstico precoce de alterações prostáticas aumenta muito as chances de tratamento bem-sucedido e preserva a qualidade de vida. Cuidar da alimentação, da atividade física e da saúde mental faz parte do mesmo compromisso com o bem-estar”, aponta Annelise.
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