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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
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Psicóloga grava vídeo após atacar filha de Justus: “Foi um protesto contra a desigualdade”

Aline Alves de Lima afirma que frase foi um protesto mal interpretado sobre desigualdade de classes

Psicóloga grava vídeo após atacar filha de Justus: “Foi um protesto contra a desigualdade”
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A psicóloga Aline Alves de Lima, de 35 anos, publicou um vídeo no YouTube na noite desta segunda-feira (7), em que pede desculpas à família do empresário Roberto Justus após ter feito um comentário considerado ofensivo nas redes sociais. O pedido ocorre um dia depois da família de Justus anunciar a intenção de processá-la pelo seguinte comentário: “Tem que mtr mesmo! PQP!!!!!!”.

Psicóloga alega protesto contra a desigualdade social

No vídeo, Aline explica que sua intenção era fazer um “protesto contra a diferença de classes”, mas admite que a forma como se expressou foi “infeliz” por carecer de contexto. Para ela, a frase não foi uma ameaça à família ou à criança, mas sim uma crítica simbólica à desigualdade social no país.

“Protestar ainda é um ato de liberdade que não pode ser considerado crime”, declarou Aline.

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Origem do comentário

Segundo a psicóloga, a frase surgiu em resposta a uma publicação feita por outro psicólogo, Guilherme, que compartilhou uma imagem da família Justus e comentou: “os bolcheviques estavam certos”, referindo-se à revolução russa de 1917. Aline afirmou que seu comentário estava contextualizado nessa reflexão sobre opressão de classes, mas reconheceu o erro de não deixar isso claro.

“Eu reconheço, gente, que foi um comentário infeliz, porque eu não expliquei o contexto ao qual eu me referia… Meu intuito ali era falar contra a desigualdade social.”

Pedido de desculpas à família Justus

Aline reforçou que “jamais atacaria uma criança”, destacando seu trabalho com saúde mental e a responsabilidade afetiva que exerce em sua profissão. Disse ainda que sua intenção não era atacar pessoalmente a família Justus, mas sim expressar uma opinião política.

“Não foi um ataque ou uma ameaça a uma criança, muito menos a nenhum membro da família. Foi um protesto coletivo contra a aristocracia brasileira.”

Reflexão sobre o contexto social brasileiro

A psicóloga utilizou o vídeo também para refletir sobre o “abismo classista e histórico” do Brasil. Comparou sua realidade à de crianças que têm acesso a itens de luxo desde cedo:

“Eu sou uma mulher negra de 35 anos, sou formada, atuo na minha área, mas ainda assim, praticamente vendo o almoço pra comer a janta… enquanto uma criança de cinco anos usa uma bolsa de 14 mil reais.”

Ela reafirmou que seu discurso não representa vitimismo ou inveja, mas um relato da realidade vivida por muitos brasileiros. Segundo Aline, “protestar ainda é um ato de liberdade”.

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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