Nesta terça-feira (30), os líderes partidários da Câmara dos Deputados devem discutir o projeto que pune a misoginia, tema que ainda não tem consenso entre as bancadas. A proposta está entre os assuntos da pauta, mas depende de um acordo político para avançar no Plenário.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), incluiu o texto entre os projetos considerados prioritários para votação, desde que haja entendimento entre os líderes.
A principal resistência parte da oposição. O líder oposicionista, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que o texto aprovado pelo Senado precisa ser revisto e disse que a tendência é buscar um acordo para que a votação ocorra em outro momento.
– O texto aprovado no Senado Federal está péssimo em vários pontos e, posteriormente, não foram atendidas as solicitações nesse tema da bancada feminina da oposição – defendeu o deputado.
Em sentido contrário, a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirmou que o projeto não ameaça a liberdade religiosa. Segundo ela, a Constituição já garante esse direito e a proposta apenas impede que mulheres sejam vítimas de agressões.
– Nem no âmbito das igrejas nem no espaço de culto é possível agredir mulheres. Isso não é um tema de esquerda ou de direita, é um tema que tem a ver com a dignidade das mulheres brasileiras – declarou ela.
Créditos (Imagem de capa): Cabo Gilberto e Talíria Petrone Foto: Vinicius Loures| Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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