O preço do leite voltou a pesar no bolso dos brasileiros em 2026 e a tendência é de que o alívio demore a chegar. Após um período de queda no ano passado, o leite longa vida já acumula alta de 11,7% em março, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os derivados do leite como o queijo, iogurte e leite em pó também ficaram mais caros.
O movimento reflete uma combinação de fatores que vão desde a dinâmica interna do setor ao cenário internacional. Entre eles, a redução da produção no campo, o aumento dos custos e os impactos indiretos da guerra no Irã, especialmente sobre os combustíveis.
Para o economista André Braz, o principal fator por trás da alta é o chamado “ciclo do leite”. “Em 2025, o setor viveu um período de preços muito baixos, o que comprimiu as margens do produtor. Como resposta, muitos reduziram investimentos e produção. Agora, em 2026, esse efeito aparece com menos leite disponível no mercado, pressionando os preços para cima”, explica.
Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) mostram que a captação de leite caiu 3,6% no início deste ano, com recuos em importantes estados produtores, como Minas Gerais, Paraná e Goiás. Com uma menor oferta, a indústria passou a pagar mais pela matéria-prima, indicando uma alta que chegou ao consumidor de forma rápida.
Além da queda na produção, alguns fatores da estação também pesam. O início do ano costuma ter menor produtividade nas pastagens, o que eleva os custos de alimentação do gado e limita a produção. “Há uma recomposição gradual de preços ao longo da cadeia, do produtor até o consumidor”, diz Braz.
“O leite é um produto que apresenta sazonalidade, isso quer dizer que tem épocas do ano que o leite tradicionalmente sobe de preço e tem a ver com o inverno, a aproximação do outono-inverno, onde o volume de chuva já fica menor, isso diminui muito a qualidade das pastagens”, pontua o economista.
Para o economista André Braz, o principal fator por trás da alta é o chamado “ciclo do leite”. “Em 2025, o setor viveu um período de preços muito baixos, o que comprimiu as margens do produtor. Como resposta, muitos reduziram investimentos e produção. Agora, em 2026, esse efeito aparece com menos leite disponível no mercado, pressionando os preços para cima”, explica.
Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) mostram que a captação de leite caiu 3,6% no início deste ano, com recuos em importantes estados produtores, como Minas Gerais, Paraná e Goiás. Com uma menor oferta, a indústria passou a pagar mais pela matéria-prima, indicando uma alta que chegou ao consumidor de forma rápida.
Além da queda na produção, alguns fatores da estação também pesam. O início do ano costuma ter menor produtividade nas pastagens, o que eleva os custos de alimentação do gado e limita a produção. “Há uma recomposição gradual de preços ao longo da cadeia, do produtor até o consumidor”, diz Braz.
“O leite é um produto que apresenta sazonalidade, isso quer dizer que tem épocas do ano que o leite tradicionalmente sobe de preço e tem a ver com o inverno, a aproximação do outono-inverno, onde o volume de chuva já fica menor, isso diminui muito a qualidade das pastagens”, pontua o economista.
Para o economista André Braz, o principal fator por trás da alta é o chamado “ciclo do leite”. “Em 2025, o setor viveu um período de preços muito baixos, o que comprimiu as margens do produtor. Como resposta, muitos reduziram investimentos e produção. Agora, em 2026, esse efeito aparece com menos leite disponível no mercado, pressionando os preços para cima”, explica.
Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) mostram que a captação de leite caiu 3,6% no início deste ano, com recuos em importantes estados produtores, como Minas Gerais, Paraná e Goiás. Com uma menor oferta, a indústria passou a pagar mais pela matéria-prima, indicando uma alta que chegou ao consumidor de forma rápida.
Além da queda na produção, alguns fatores da estação também pesam. O início do ano costuma ter menor produtividade nas pastagens, o que eleva os custos de alimentação do gado e limita a produção. “Há uma recomposição gradual de preços ao longo da cadeia, do produtor até o consumidor”, diz Braz.
“O leite é um produto que apresenta sazonalidade, isso quer dizer que tem épocas do ano que o leite tradicionalmente sobe de preço e tem a ver com o inverno, a aproximação do outono-inverno, onde o volume de chuva já fica menor, isso diminui muito a qualidade das pastagens”, pontua o economista.
Combustíveis e guerra agravam cenário
Os fatores internos já pressionam os preços do leite, mas além disso, questões internacionais também trazem uma nova camada de incerteza. A guerra no Irã impacta o mercado global de petróleo, elevando os preços de combustíveis no Brasil. Isso afeta diretamente o preço dos alimentos.
Em março, o diesel subiu 13,9%, e a gasolina, 4,59%. O transporte rodoviário é essencial para a indústria do leite e derivados, e o aumento do frete foi repassado ao longo de toda a cadeia.
Além da logística, o encarecimento de insumos agrícolas como fertilizantes, influenciados pelo cenário global, tende a pressionar a produção de alimentos que são usados na ração do gado, como milho e soja. Esse fator também eleva ainda mais os custos do leite desde a produção.
Inflação dos alimentos
Além do leite, outros alimentos contribuem para a alta no custo de vida. Em março, a alimentação no domicílio subiu 1,94%, a maior alta desde 2022. Produtos básicos como tomate, carne e laticínios concentram os aumentos e ampliam a sensação de inflação entre os consumidores.
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de abril indica que 72% dos brasileiros perceberam aumento no preço dos alimentos recentemente, reflexo direto da alta em itens do dia a dia.
“O leite é um produto com pouca elasticidade. O que acontece é você substituir por marca mais barata, mas deixar de consumir o leite é muito difícil. Então, em algum momento, o consumidor acaba enfrentando o preço”, diz Braz.
Alta deve continuar
A expectativa dos economistas é que a pressão sobre os preços nos próximos meses continue. Além do cenário internacional, há riscos climáticos no radar. “Se houver um novo episódio de El Niño, isso tende a piorar o quadro. O fenômeno afeta a qualidade das pastagens, aumenta o custo de alimentação do gado e reduz a produtividade leiteira”, afirma André Braz.
Na prática, isso significa menos oferta e preços ainda mais altos. Mesmo com avanços na produtividade ao longo dos últimos anos, o setor enfrenta um momento de incerteza, marcado pela volatilidade de custos e pela saída de pequenos produtores da atividade.
Sem uma melhora significativa na produção ou uma queda nos custos, especialmente dos combustíveis, o leite e seus derivados devem continuar sendo vilões da inflação no curto prazo.
Fonte/Créditos: Terra
Créditos (Imagem de capa): Foto: ALF RIBEIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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