A escassez de servidores na Polícia Federal está atrasando a análise do material apreendido envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A corporação comunicou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que precisa de mais tempo para concluir o trabalho pericial no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Apenas 11 servidores atuam em investigação que demandaria mais de 40
De acordo com as informações repassadas ao STF no último dia 9, a PF conta com somente 11 servidores dedicados ao caso, quando seriam necessários mais de 40 para dar conta do volume de trabalho. Até o momento, cerca de 40% dos aproximadamente 1.700 itens apreendidos foram analisados pela corporação.
O prazo previsto para finalizar a perícia dos materiais recolhidos dos investigados presos é de até 30 dias. Já para os equipamentos apreendidos dos demais alvos da operação, a estimativa é de até seis meses para a conclusão.
Quebra de sigilos de Lulinha aguarda avaliação
Entre as diligências ainda pendentes está a avaliação da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente, medida que havia sido autorizada pelo ministro André Mendonça em fevereiro. A análise desses dados é considerada peça central na investigação sobre eventuais conexões de Lulinha com o esquema de fraudes no INSS.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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