Os preços internacionais do petróleo registraram forte queda nesta segunda-feira após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent, referência global, recuou 5,14%, sendo negociado a US$ 98,22. Já o petróleo WTI caiu 5,21%, para US$ 91,57.
Com o movimento, ambos os contratos atingiram os menores níveis em aproximadamente duas semanas, refletindo a expectativa dos investidores de uma possível redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A queda foi impulsionada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que as conversas com o governo iraniano avançaram significativamente em direção a um entendimento preliminar.
Segundo Trump, um memorando de entendimento já teria sido amplamente negociado, embora os detalhes finais ainda estejam sendo discutidos.
"Informei aos meus representantes que não se apressem a chegar a um acordo, já que o tempo está do nosso lado", declarou o presidente norte-americano.
Um dos pontos centrais das negociações envolve o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados mundialmente.
Nos últimos meses, a região foi afetada por restrições à navegação impostas pelo Irã, aumentando os temores sobre possíveis interrupções no fornecimento global de energia.
A perspectiva de reabertura da rota marítima ajudou a reduzir a pressão sobre os mercados e contribuiu para a queda das cotações.
Apesar da reação positiva, especialistas alertam que ainda existem incertezas em torno da concretização do acordo.
Para Saul Kavonic, analista do setor energético, o mercado começa a enxergar uma possível saída para a crise.
"Agora há alguma luz no fim do túnel, o que trará certo alívio no preço do petróleo no curto prazo", afirmou.
O conflito regional vem provocando forte volatilidade nos preços desde o fim de fevereiro, quando ataques e represálias envolvendo países do Oriente Médio elevaram os riscos para o transporte de energia na região.
Analistas avaliam que a estabilização definitiva do mercado dependerá da assinatura formal de um acordo e da efetiva normalização da navegação no Estreito de Ormuz.
Créditos (Imagem de capa): © Egor Aleev/TASS
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se