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Domingo, 07 de Junho 2026
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Pesquisa indica como brasileiros interpretaram ‘tarifaço’ de Trump

Levantamento AtlasIntel/Bloomberg aponta país dividido sobre a principal motivação do presidente americano para impor tarifa adicional de 50% a produtos brasileiros

Pesquisa indica como brasileiros interpretaram ‘tarifaço’ de Trump
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Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 15, indica que 62,2% dos brasileiros consideraram “injustificada” a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), de taxar em 50% os produtos brasileiros. Outros 36,*% classificaram a medida, anunciada para entrar em vigor em 1º de agosto, como justificada.

Trump deu diversas justificativas para a tarifa adicional ao Brasil. E, segundo o levantamento, que ouviu 2.841 eleitores de 11 a 13 de julho e tem margem de erro de 2 pontos percentuais, os brasileiros se dividiram assim quando questionados sobre “a principal motivação”:

40,9% escolheram “retaliação contra a participação do Brasil nos Brics”;

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36,9% apontaram “atuação da família Bolsonaro junto a Donald Trump”;

16,8% indicaram “retaliação contra decisões do STF sobre redes sociais americanas”

3,5% enxergaram “desejo genuíno de tornar o comércio com o Brasil mais favorável aos EUA

Ameaça à soberania

Além disso, para 50,3%, as justificativas usadas por Trump para justificar as tarifas “configuram ameaça à soberania brasileira”; 47,8% acham o contrário, segundo a pesquisa.

Sobre a resposta do governo Lula, que ainda não reagiu oficialmente e se limitou a declarações públicas do petista prometendo retaliar, 44,8% disseram considerar “adequada”; 27,5% acharam “agressiva” e 25,2% a classificaram como “fraca”.

Para 47,9% dos consultados, o governo Lula é capaz de chegar a um acordo para reduzir as tarifas, contra 38,8%, que não enxergam essa capacidade.

Impacto

Para 48,6%, o impacto da tarifa vai ser alto, enquanto 30,8% acham que vai ser baixo; 14,9% acham que o impacto será muito alto, e apenas 2,4% consideram que não terá nenhum impacto.

Outro dado: para 70%, a inflação deve aumentar com a tarifa, e 72% acham que o crescimento econômico vai diminuir como consequência.

Em abril, após Trump iniciar seu tarifaço mundial, 41,7% dos brasileiros consideravam que o país deveria retaliar. Segundo a pesquisa divulgada nesta terça, essa proporção subiu para 51,2%.

Retaliação

Para 51,2%, o governo brasileiro deveria aumentar tarifas sobre produtos americanos, apesar de essa medida não ter impacto considerável para os Estados Unidos. Para 28,6%, a melhor resposta seria “reforçar relações diplomáticas e comerciais com rivais dos Estados Unidos, como a China”.

Outros 14,5% escolheram a opção “reduzir a dependência do dólar americano”. Apenas 2,4% optaram por “suspender pagamentos de direitos autorais e patentes de medicamentos americanos”, e outros 1,5% selecionaram “impor restrições a investimentos norte-americanos”.

Para a grande maioria, de 75,7%, as relações entre Brasil e Estados Unidos ficarão mais fracas com a tarifa adicional.

Popularidade

A pesquisa também indica uma piora progressiva da imagem de Trump no Brasil desde novembro de 2023. A imagem negativa subiu de 47% para 63,2%, e a negativa caiu de 47% para 31,9%. A visão negativa dos Estados Unidos também cresceu desde janeiro, de 44,5% para 50,5%.

Já a popularidade de Lula vai melhorando na esteira do tarifaço, como já indicava o Lulômetro, medido por O Antagonista e Real Time Big Data. A aprovação do petista foi de 47,3% para 49,7% desde o mês passado, enquanto a desaprovação oscilou de 51,8% para 50,3%.

O índice de ótimo/bom de Lula foi de 41,6% para 43,4% no mesmo período, enquanto o ruim/péssimo oscilou de 51,2% para 49,4% e o regular permaneceu em 7,1%.

Política externa

A aprovação da política externa do governo Lula está em 60,2%, segundo a pesquisa, segundo a qual ele representa o país melhor do que Jair Bolsonaro para 61,1%.

Mas a maioria considera ruim a aproximação do Brasil com países como Venezuela, Cuba, Irã e Rússia, e está insatisfeita com a distância em relação a Estados Unidos, Alemanha, Ucrânia, Reino Unido, Argentina e Israel.

Fonte/Créditos: O Antagonista

Créditos (Imagem de capa): Foto: Molly Riley/ White House

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