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Terça-feira, 28 de Abril 2026
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PCC usou heliponto da sede do governo de SP na gestão Doria, aponta investigação

Operador financeiro da facção criminosa pousou aeronave no local com o intermédio de ex-vereador

PCC usou heliponto da sede do governo de SP na gestão Doria, aponta investigação
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Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo revelou um episódio envolvendo o uso de uma estrutura do governo estadual por um suspeito ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a apuração, um homem apontado como operador financeiro da facção utilizou o heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, para se deslocar até o Estádio do Morumbi, em março de 2022, durante a gestão de João Doria.

O suspeito foi identificado como João Gabriel de Melo Yamawak, vinculado à empresa 4TBank. Ele está preso desde março deste ano por tráfico de drogas. De acordo com a polícia, a liberação do pouso foi viabilizada pelo ex-vereador de Santo André (SP), Thiago Rocha de Paula, que também foi preso sob suspeita de atuar como elo político do PCC.

Para conseguir autorização, Thiago teria informado que o voo transportava uma suposta delegação japonesa.

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O caso integra a Operação Contaminatio, conduzida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes. A investigação apura a tentativa da facção de expandir sua influência para dentro de estruturas públicas, incluindo administrações municipais.

Ao todo, foram cumpridos mandados em diferentes estados, além do bloqueio de mais de R$ 500 milhões em bens e contas ligadas aos investigados. Segundo o delegado Fabricio Intelizano, o grupo buscava criar uma rede com capacidade de interferir diretamente na máquina pública, incluindo processos licitatórios e a gestão de receitas municipais.

Um dos pontos mais sensíveis envolve o uso do 4TBank como possível instrumento para inserir o PCC no fluxo de dinheiro público. A suspeita é de que a empresa poderia ser contratada por prefeituras para arrecadar tributos, o que permitiria à facção ter acesso à gestão de recursos pagos pela população.

— Imagine uma situação em que o cidadão paga o IPTU e quem administra esse valor não é o município, mas um banco ligado ao crime organizado — afirmou o delegado.

Há indícios de movimentações nesse sentido em cidades como Santos, Santo André, Ribeirão Preto e Campinas. A extensão do esquema ainda é investigada. Até o momento, as defesas dos citados não se manifestaram. O PSD informou que Thiago Rocha está afastado e que o caso será analisado.

Fonte/Créditos: Pleno News

Créditos (Imagem de capa): Palácio dos Bandeirantes Foto: Divulgação/Governo de SP

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