As autoridades de Paris decidiram reduzir a celebração de Ano Novo na avenida Champs-Élysées, neste 31 de dezembro, após alertas de segurança e risco de ataques terroristas. O tradicional show da meia-noite foi cancelado, e o público foi orientado a acompanhar a virada pela televisão.
No lugar do concerto ao vivo, a prefeitura optou por exibir um vídeo pré-gravado. Os fogos de artifício serão mantidos no Arco do Triunfo, mas sem a presença massiva de público, diferente de anos anteriores.
A decisão ocorreu após pressão da polícia de Paris, que citou preocupação com o controle da multidão e possíveis incidentes. A avenida tem registrado episódios de violência, saques e confrontos, principalmente em grandes eventos noturnos.
Críticos da medida afirmam que o cenário é reflexo das políticas migratórias da França. Para eles, a insegurança estaria ligada ao aumento de tensões sociais e ao risco de ações extremistas.
– É resultado da imigração muçulmana em larga escala e sem triagem adequada – afirmou o pesquisador Daniel Di Martino, do Manhattan Institute, ao New York Post.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, também elevou o nível de alerta em todo o país. Em carta a autoridades locais, ele classificou a ameaça terrorista como “muito alta” e citou grupos como Al-Qaeda e Estado Islâmico.
– Os mercados de Natal são locais simbólicos e populares, o que os torna possíveis alvos de ataques – disse Nuñez à televisão francesa.
Segundo o ministro, seis planos terroristas foram frustrados na França em 2025. Ele lembrou o ataque de 2018 ao mercado de Natal de Estrasburgo, que deixou cinco mortos.
Dados da polícia mostram que a violência aumentou nas últimas viradas de ano. No último 31 de dezembro, quase mil carros foram incendiados e mais de 400 pessoas presas em todo o país.
O jornal Le Monde informou recentemente que a França enfrenta uma nova geração de jihadistas, mais jovens e imprevisíveis, com idades entre 17 e 22 anos.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Celebração de Ano Novo em Paris em 2023 Foto: EFE/EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON
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