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Quinta-feira, 18 de Junho 2026
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Padilha ignorou regras que ele próprio criou? Deputado do PL aciona ministro no TCU

Ação aponta que ministro ignorou ritos legais no processo

Padilha ignorou regras que ele próprio criou? Deputado do PL aciona ministro no TCU
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O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A representação questiona a inclusão da vacina Butantan-DV no SUS. O imunizante está suspenso desde o dia 8 de junho, após registrar 42 casos com sinais de alerta e dois óbitos.

A ação aponta que o ministro ignorou ritos legais que ele mesmo ajudou a criar. Padilha descumpriu a exigência de consultar a Conitec antes de incorporar o produto ao sistema público, contrariando decretos de sua própria autoria assinados entre os anos de 2011 e 2026.

A inclusão ocorreu por meio de uma retificação que trocou o nome de uma vacina aprovada por um termo genérico, abrangendo o produto do Butantan sem novos estudos. Para o deputado, a mudança foi irregular por não apresentar relatório técnico ou consulta pública prévia.

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O imunizante aprovado foi o TAK-003, da Takeda. Posteriormente, o nome foi alterado para vacina dengue tetravalente atenuada. Desta forma, a fórmula do Butantan passou a ser incluída, sem a necessidade de passar pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

O parlamentar pede que o Tribunal de Contas da União realize uma auditoria na compra de 3,9 milhões de doses, orçadas em R$ 367,95 milhões. O pedido exige a oitiva de Padilha e determina que a vacina só retorne ao SUS após passar por uma avaliação regular da Conitec.

O que diz o Ministério da Saúde?
O Ministério da Saúde iniciou a aplicação do imunizante do Butantan via nota técnica, sob o argumento de que a tecnologia vacinal tetravalente atenuada já estava incorporada ao SUS. O órgão informou que a aprovação inicial se refere à tecnologia e não à marca.

Nos sistemas de informação do governo, as duas vacinas compartilham o mesmo código técnico. A diferenciação dos produtos depende do preenchimento manual do campo de fabricante, integrando o monitoramento de reações adversas de ambos os imunizantes.

Padilha anunciou a suspensão da aplicação da vacina no dia 8 de junho. A medida ocorreu após o registro de 42 eventos adversos, incluindo três graves com duas mortes em investigação. A Anvisa manteve o registro do imunizante válido.

Créditos (Imagem de capa): Alexandre Padilha Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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