O risco da atual epidemia de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, com 600 casos suspeitos e 139 mortes, é “baixo” em nível global, embora se mantenha alto nos âmbitos nacional e regional, segundo assegurou nesta quarta-feira (20) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O comitê de emergência da OMS reunido nesta terça (19) para analisar o surto, com 51 casos confirmados, “concorda que a situação constitui uma emergência de saúde pública internacional, embora não uma emergência pandêmica”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva.
– A OMS conta com uma equipe em campo apoiando as autoridades nacionais na resposta. Deslocamos pessoal, suprimentos e recursos para respaldar nossa atuação – acrescentou o diretor-geral.
Tedros reiterou que a OMS teme que os casos e as mortes aumentem devido a fatores como os contágios detectados em áreas urbanas, a identificação de alguns deles entre profissionais de saúde e o expressivo movimento de população nas regiões afetadas, incluindo deslocados internos pelos conflitos.
Por outro lado, segundo lembrou Tedros, a epidemia é causada por uma variante do vírus, a Bundibugyo, para a qual não existem vacinas nem tratamentos aprovados.
Esta é a primeira vez que um diretor-geral da OMS declara uma emergência internacional – o que foi feito no último domingo (17) – antes de convocar um comitê de emergência para estudar a situação.
Tedros relatou que um cidadão americano que trabalhava na RD Congo é um dos casos positivos confirmados e foi transferido para a Alemanha para receber tratamento.
Além disso, destacou que a OMS aprovou a destinação de 3,9 milhões dólares (cerca de R$ 197 milhões) de seus fundos de emergência para responder ao surto.
*EFE
Créditos (Imagem de capa): Tedros Adhanom Ghebreyesus Foto: EFE/EPA/SALVATORE DI NOLFI
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