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Sábado, 25 de Abril 2026
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O mistério da 'Atlântida japonesa': conheça a descoberta que intriga cientistas

Monumental formação rochosa submarina gera disputa entre cientistas sobre sua origem. Alguns acreditam que foi construída por humanos, mas a maioria afirma que foi moldada por atividade tectônica.

O mistério da 'Atlântida japonesa': conheça a descoberta que intriga cientistas
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Basta descer cerca de 25 metros nas águas cristalinas que cercam a ilha japonesa de Yonaguni, no Japão, para se deparar com um espetáculo que desafia os limites das convenções arqueológicas.

Um maciço de arenito medindo 100 metros por 40 e com cerca de 25 metros de altura se ergue em grandes degraus perfeitos, com arestas retas e rampas que parecem saídas de uma maquete de cidade antiga. Seria uma ruína de uma civilização desconhecida? Ou simplesmente uma formação rochosa extraordinária?

A descoberta ficou conhecida como a "Atlântida japonesa".

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A região foi localizada em 1986, quando o instrutor de mergulho Kihachiro Aratake explorava a área, localizada a cerca de 100 quilômetros a leste de Taiwan, em busca de novos cenários para apresentar a turistas.

Ao se aproximar, deparou-se com gigantescas estruturas de pedra que imediatamente lhe lembraram construções arqueológicas.

Surpreso, Aratake avisou pesquisadores da Universidade de Ryukyu, dando início à lenda da "Atlântida japonesa", em referência à ilha fictícia mencionada nas obras de Platão.

Vestígios de uma civilização submersa?

 

Muitos geólogos estudaram as estruturas misteriosas de Yonaguni, e a maioria acredita que se trata de uma formação natural — Foto: BBC

Muitos geólogos estudaram as estruturas misteriosas de Yonaguni, e a maioria acredita que se trata de uma formação natural — Foto: BBC

Um dos principais defensores da hipótese de origem humana é Masaaki Kimura, professor emérito de geofísica da Universidade de Ryukyus, que passou décadas estudando o local.

Kimura não tem dúvidas: para ele, o que está sob o mar seriam restos de uma cidade antiga, possivelmente construída pelo povo Jōmon há mais de 10 mil anos, quando essa região ainda não estava submersa devido ao nível do mar mais baixo.

Posteriormente, Kimura reduziu sua estimativa para algo em torno de 2 a 3 mil anos de idade, segundo informa o site especializado IFL Science.

"Imediatamente me lembrei das pirâmides e pensei que estava no antigo Egito", disse o professor em um documentário citado pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung, em 2017.

Como evidência de sua origem artificial, Kimura afirma ter identificado marcas nas pedras e rochas que parecem ter sido esculpidas em forma de animais.

"Um exemplo que descrevi como uma esfinge submarina se assemelha a um rei chinês ou da antiga Okinawa", declarou à National Geographic em 2007.

Para Kimura, as provas são duas: de um lado, marcas que poderiam indicar trabalho de extração e figuras talhadas; de outro, a intensa atividade sísmica da região.

Ao jornal japonês Yomiuri Shimbun, ele lembra que, em 1771, um tsunami com ondas de até 40 metros devastou a ilha de Yonaguni, causando cerca de 12 mil mortes. De acordo com Kimura, não seria impensável que um evento semelhante tivesse inundado uma cidade inteira.

Sua teoria conta com o apoio de outros especialistas, como Toru Ouchi, professor associado de sismologia na Universidade de Kobe, que mergulhou pessoalmente no local.

"O que o professor Kimura diz não é nada exagerado. É fácil perceber que aquelas relíquias não foram causadas por terremotos", defende.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Foto: maxppp/Kyodo News/picture alliance via DW

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