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Novo remédio dobra sobrevida no câncer de mama mais agressivo

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Novo remédio dobra sobrevida no câncer de mama mais agressivo
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Um ensaio clínico internacional apontou avanços no tratamento do câncer de mama triplo negativo (TNBC), considerado um dos tipos mais agressivos da doença. A condição costuma atingir mulheres mais jovens, frequentemente apresenta resistência aos tratamentos tradicionais e representa entre 10% e 20% dos casos de câncer de mama.

Os resultados fazem parte do estudo TROPION-Breast02, que avaliou o uso do medicamento datopotamab deruxtecan (Dato-DXd), já aprovado para outros tipos de câncer de mama. Em pacientes com a forma avançada da doença, a nova terapia praticamente dobrou o tempo de sobrevida sem progressão do tumor — passando de 5,6 meses com quimioterapia padrão para 10,8 meses com o novo tratamento.

O estudo incluiu 644 pacientes com câncer localmente recorrente e inoperável ou metastático, que ainda não haviam recebido tratamento e não eram elegíveis à imunoterapia. Além do ganho no tempo sem progressão da doença, o medicamento reduziu os tumores em 63% dos casos, contra 29% entre os pacientes tratados com quimioterapia convencional. A sobrevida global mediana chegou a 23,7 meses.

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O Dato-DXd pertence à classe dos chamados conjugados anticorpo-fármaco (ADCs), terapias que atuam de forma direcionada. Diferentemente da quimioterapia tradicional, que afeta células saudáveis e cancerosas, o medicamento utiliza um anticorpo para identificar a proteína TROP2 presente nas células tumorais, liberando a substância diretamente no local do câncer.

Segundo a pesquisadora principal do estudo, Rebecca Dent, do Centro Nacional de Câncer de Singapura, os resultados demonstram ganhos clinicamente relevantes tanto na sobrevida livre de progressão quanto na sobrevida global dos pacientes.

Historicamente, o TNBC apresenta opções limitadas de tratamento por não responder a terapias hormonais. Embora parte dos pacientes possa receber imunoterapia, cerca de 70% não se enquadram nos critérios, ficando restritos à quimioterapia, que tem eficácia limitada em muitos casos.

De acordo com os pesquisadores, o novo medicamento também apresentou melhor tolerabilidade. Embora tenham sido registrados efeitos colaterais como náuseas e lesões na boca, menos pacientes precisaram interromper o tratamento em comparação com aqueles submetidos à quimioterapia tradicional.

O datopotamab deruxtecan está em processo acelerado de análise por órgãos reguladores, incluindo a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), além de outras agências internacionais.

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