Documentos liberados do caso Jeffrey Epstein trouxeram à tona o nome de uma modelo desaparecida há quase 11 anos. A jovem, conhecida apenas como Michele, sumiu na Alemanha em setembro de 2015, quando tinha 22 anos de idade. As informações foram reveladas pela revista alemã “Der Spiegel”.
Conexão com recrutador investigado na França
Conforme apurado pela publicação alemã, Michele mantinha contato com um recrutador de modelos chamado Daniel Siad. Segundo os registros, Siad possuía vínculos com Epstein, o financista condenado por tráfico sexual que foi encontrado morto em uma prisão de Nova York, nos Estados Unidos, em 2019.
Atualmente, Daniel Siad é alvo de investigação na França. A suspeita é de que ele tenha auxiliado Epstein a traficar e abusar de mulheres. O recrutador nega qualquer envolvimento em irregularidades.
Mensagem enviada a Epstein levanta suspeitas
De acordo com os relatos obtidos pela “Der Spiegel”, Siad teria enviado fotografias de Michele diretamente para Epstein, acompanhadas de uma mensagem: “Você vai adorá-la”. Apesar dessa troca de comunicações, não existe prova concreta de que Michele e o magnata tenham se encontrado pessoalmente.
A revista alemã procurou dois ex-assistentes de Epstein para comentar o caso. Ambos declararam que nunca viram Michele.
Mãe da modelo teme o pior
Em depoimento à publicação, a mãe de Michele expressou sua angústia. “Acho que ela morreu. Algo aconteceu com ela”, lamentou.
Buscas em propriedade de Epstein no Novo México
As autoridades americanas deram início a buscas no antigo Rancho Zorro, uma propriedade que pertencia a Epstein no estado do Novo México, nos Estados Unidos. A operação foi motivada por denúncias de que duas jovens teriam sido assassinadas e enterradas no local.
As investigações foram retomadas após a divulgação dos novos arquivos de Epstein, que incluem e-mails e depoimentos de ex-funcionários do financista. Até o momento, não há indicação sobre as possíveis identidades dessas supostas vítimas.
Caso Epstein segue gerando desdobramentos
O nome de Michele foi citado em meio a um volume massivo de documentos. Uma ex-assistente executiva do magnata, mencionada mais de 150 mil vezes nos registros do caso, segue levando o que é descrito como uma “vida normal”. Além disso, informações apontam que Epstein passou a recrutar modelos que “se pareciam com adolescentes” após sua condenação em 2008, numa tentativa de evitar problemas judiciais.
Os arquivos liberados nos Estados Unidos também alimentaram teorias de que o financista pudesse ter atuado como espião, com especulações sobre possíveis ligações com a Rússia.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução
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