Em meio à investigação sobre o suposto plano de golpe, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expressaram críticas ao relatório da Polícia Federal (PF) que embasou o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação.
Em declaração à revista Oeste, um integrante da Corte apontou que a PF incluiu no documento “elementos desnecessários que não eram objeto do inquérito”, principalmente conversas pessoais entre pai e filho. Outro ministro reforçou que a presença desses diálogos dá a impressão de uma tentativa de criar um “fato político” para desgastar a imagem dos investigados, o que, na avaliação do magistrado, não é positivo para qualquer investigação.
Os diálogos foram obtidos a partir de um celular de Bolsonaro, apreendido durante operação na residência do ex-presidente. Além de mensagens trocadas entre Bolsonaro e Eduardo, o relatório da PF inclui conversas com o pastor Silas Malafaia.
No documento que fundamentou o indiciamento, a PF argumenta que, em 9 de julho de 2025, após o governo dos Estados Unidos anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, Eduardo Bolsonaro publicou em rede social uma nota intitulada “Uma hora a conta chega”, que, segundo a corporação, demonstraria vínculo direto com a sanção americana.
O relatório ainda aponta que Eduardo atuaria como “operador internacional”, promovendo sanções e propaganda no exterior, enquanto Jair Bolsonaro seria “financiador e beneficiário direto”, participando das decisões e das narrativas usadas para pressionar o Judiciário.
Fonte/Créditos: Revista Oeste
Créditos (Imagem de capa): Bloomberg/Andre Borges