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Terça-feira, 21 de Abril 2026
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Ministério cassa rádio no Amapá acusada de atacar aliados de Alcolumbre

Forte FM é acusada de uso político da concessão e de favorecer prefeito de Macapá em sua programação

Ministério cassa rádio no Amapá acusada de atacar aliados de Alcolumbre
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Ministério das Comunicações determinou, em maio, a cassação da licença de radiodifusão da Fundação Cultural e Assistencial Água Viva, responsável pela Forte FM, no Amapá. A medida atinge diretamente uma emissora ligada a adversários locais do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O atual ministro da pasta, Frederico de Siqueira Filho, foi indicado ao cargo por Alcolumbre.

De acordo com o ministério, a rádio utilizou sua programação para atacar aliados do senador e apoiar rivais políticos no Estado, configurando uso irregular da outorga para proselitismo político.

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O controlador da emissora é o ex-deputado federal Valdenor Guedes, derrotado por Alcolumbre em 2022 e aliado do prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB).

Conteúdo questionado pelo ministério

Além das críticas políticas, a programação da Forte FM inclui músicas, cultos evangélicos e um programa em parceria com a Faculdade de Ciências da Amazônia, instituição privada. Para o ministério, esse tipo de conteúdo não se enquadra como educativo, que deve ser restrito a aulas, conferências, palestras e debates.

Uma nota técnica da pasta anexada ao processo destacou que programas como Forte Notícias e Fala Comunidade (exibidos de segunda a sexta, das 7h às 9h e das 17h às 19h) exaltavam o prefeito Furlan em vez de priorizar conteúdo jornalístico. O documento traz até a transcrição de um apresentador elogiando o prefeito durante a inauguração de uma ponte.

Em 2024, a Forte FM já havia sofrido uma suspensão de 10 dias (23 de setembro a 2 de outubro), às vésperas do primeiro turno das eleições. Por decisão judicial, a punição só foi cumprida entre 7 e 16 de outubro, quando Furlan já havia sido reeleito.

Rádio alega perseguição e censura

Apesar da sanção, a emissora segue no ar aguardando decisão da Justiça. Em sua defesa, Guedes afirma ser vítima de perseguição política e acusa o União Brasil de atuar para calar sua rádio.

“É o União Brasil que está fazendo isso. Nós somos a única rádio que dá algum espaço para o prefeito. O problema é que, aqui no Amapá, ninguém pode dar notícia”, disse.

Mesmo assim, negou qualquer conflito pessoal com Alcolumbre:

“Não tenho nada contra o senador Davi. Não sou nem concorrente dele, e não sou candidato a nada.”

Posição oficial de Alcolumbre

A assessoria de Davi Alcolumbre declarou que o senador confia na atuação técnica dos órgãos competentes e negou qualquer influência no processo:

“As decisões administrativas são pautadas em critérios técnicos e legais, de responsabilidade exclusiva de seus dirigentes e órgãos de fiscalização, sem qualquer participação ou interferência parlamentar.”

A nota ressaltou que, como presidente do Senado e do Congresso, Alcolumbre dedica-se integralmente às responsabilidades institucionais, rejeitando interpretações contrárias.

Influência política nas Comunicações

Alcolumbre tem sido um dos principais articuladores políticos do União Brasil dentro do governo Lula. Foi ele quem indicou Juscelino Filho (União-MA) para o comando do Ministério das Comunicações no início do mandato. Após a saída de Juscelino em abril, devido a uma denúncia da Procuradoria-Geral da República, Alcolumbre articulou a nomeação de Siqueira Filho, atual ministro da pasta.

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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