Aguarde, carregando...

Sábado, 13 de Junho 2026
MENU
Notícias / Brasil

Médico inclui ‘igreja’ em receita e caso vira alvo de apuração

Jovem de 22 anos sentia dores abdominais, no ouvido e na cabeça

Médico inclui ‘igreja’ em receita e caso vira alvo de apuração
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O jovem procurou uma unidade de saúde após sentir fortes dores abdominais, no ouvido e na cabeça, além de apresentar paralisia facial de Bell. Segundo o rapaz, após retornar ao posto para uma nova avaliação, recebeu diagnóstico de ansiedade.

O paciente afirmou que discordou da conclusão do médico e que a consulta mudou de tom após seu questionamento.

Publicidade

Leia Também:

– Ele olhou para mim e falou que eu não estava com nada, que era ansiedade (…). Eu relutei na hora, eu falei “ansiedade?”. Ele não gostou muito de eu ter questionado, de ter duvidado do que ele estava falando. E aí o atendimento parou de ser comigo. Minha mãe estava ao lado, ele começou a falar só com a minha mãe e me ignorar totalmente. Ele começou a falar com a minha mãe “Ah, mãe, ele tem ansiedade. Isso pode ser ansiedade”. Começou a me diagnosticar com ansiedade, depressão – contou o paciente ao G1.

Na receita, o profissional prescreveu fluoxetina 20 mg e registrou orientações como alimentação adequada, prática de exercícios físicos, cuidados pessoais, terapia, uso da medicação e participação em atividades religiosas.

Receita médica gerou polêmica na cidade Foto: Arquivo pessoal

Insatisfeito com o atendimento, o jovem procurou outra unidade de saúde. Desde então, passou a fazer tratamento com corticoides e fisioterapia facial. Ele também recebeu encaminhamento prioritário para neurologista e gastroenterologista.

Em nota, a Prefeitura de Piracicaba informou que o caso será analisado administrativamente. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o paciente recebeu avaliação médica completa, com exames, medicação e prescrição terapêutica.

A administração municipal declarou ainda que a referência à participação em atividades religiosas não foi apresentada como tratamento médico, mas como uma recomendação complementar relacionada ao bem-estar emocional e aos vínculos sociais. A prefeitura ressaltou que não admite imposição religiosa na rede pública de saúde e que a conduta será avaliada pela área técnica responsável.

Créditos (Imagem de capa): UPA da Vila Sônia em Piracicaba, interior de São Paulo Foto: Rodrigo Guidi/Prefeitura

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR