O jornalista Mário Sabino afirmou, em coluna publicada nesta quarta-feira (21), que o chamado caso “Dark Horse” provocou um forte impacto na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo ele, a pesquisa AtlasIntel foi a primeira a mostrar o desgaste eleitoral sofrido pelo senador após a divulgação das denúncias envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
De acordo com o levantamento citado por Sabino, Flávio perdeu cinco pontos percentuais no primeiro turno e seis pontos no segundo turno em relação à pesquisa anterior. Nos números arredondados, o petista Luiz Inácio Lula da Silva venceria o senador por 49% a 42%.
Na análise, o colunista afirma que aliados bolsonaristas tentam desacreditar a pesquisa, mas avalia que outros levantamentos poderão confirmar o impacto negativo do episódio sobre a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sabino também cita a possibilidade de novas revelações envolvendo a relação entre a família Bolsonaro e Daniel Vorcaro durante a campanha presidencial. Segundo ele, o próprio Flávio admitiu a existência de um possível “videozinho”, embora tenha negado qualquer nova surpresa sobre o caso.
Ao comparar o cenário atual com campanhas americanas do passado, o jornalista relembrou a eleição de John Kennedy contra Richard Nixon, em 1960, quando a campanha democrata lançou a pergunta: “Você compraria um carro usado desse homem?”. Para Sabino, a credibilidade pessoal do candidato é decisiva em disputas eleitorais.
O colunista afirma que Flávio Bolsonaro sofreu desgaste ao negar inicialmente ter pedido dinheiro a Vorcaro, sustentando depois que se tratava de uma solicitação comum de financiamento para um filme. Segundo ele, isso teria dificultado a defesa pública da versão apresentada pelo senador.
Sabino ainda aponta que o pior cenário para os Bolsonaro seria uma eventual citação da família em delações relacionadas ao chamado “caso Master” durante a campanha presidencial.
A coluna destaca também o aumento da rejeição ao senador. Segundo a AtlasIntel, 52% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Flávio Bolsonaro “de jeito nenhum”, índice semelhante ao registrado por Lula, que aparece com 51% de rejeição.
Para o jornalista, o alto índice de rejeição ao petista ainda mantém espaço para a direita na disputa presidencial, desde que o campo conservador encontre um nome capaz de unificar o eleitorado fora da família Bolsonaro.
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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