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Quinta-feira, 23 de Abril 2026
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Mãe, de 47 anos, atribui esquecimentos ao pós-parto, mas descobre diagnóstico de Alzheimer precoce

A norte-americana Staci Marklin relata como reagiu ao descobrir a doença tão nova. “Tudo o que posso fazer é ter esperança, mas estou com medo”, desabafou

Mãe, de 47 anos, atribui esquecimentos ao pós-parto, mas descobre diagnóstico de Alzheimer precoce
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Após dar à luz em 2022, Staci Marklin, de 47 anos, começou a ter lapsos de memória. No início, ela atribuía o quadro ao pós-parto, mas, quando começou a ter dificuldade na fala e trocar as palavras, decidiu procurar um médico, informou o Metro. Logo depois, ela foi diagnosticada com Alzheimer precoce.

 
Staci com a família — Foto: Arquivo Pessoal
Staci com a família — Foto: Arquivo Pessoal
 
 
 

A enfermeira, de Tennessee (EUA), não se lembra de quando exatamente os sintomas começaram. “No início, pensava que o esquecimento estava relacionado com a gravidez e à famosa fase da mente de mãe no pós-parto. “Eu dizia coisas como: 'mova o tapete', em vez de 'mova a cortina'”.

Dois anos depois do nascimento do filho, a mãe ainda lutava com os sintomas. Foi quando ela começou a considerar a possibilidade de estar vivendo com Alzheimer, uma vez que sua avó também foi diagnosticada com a doença anteriormente.

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Staci começou a ter lapsos de memória após o parto — Foto: Reprodução Metro/SWNS
Staci começou a ter lapsos de memória após o parto — Foto: Reprodução Metro/SWNS
 

No início, os médicos a tranquilizaram, dizendo que seu quadro não estava relacionado com o Alzheimer, pois a doença era muito rara em sua idade. Porém, à medida que seus sintomas começaram a piorar ainda mais, afetando até sua vida profissional e fazendo com que ela esquecesse o aniversário do filho, a mãe voltou ao hospital para fazer uma série de exames.

A princípio, as ressonâncias magnéticas, eletroencefalograma e exames de sangue não apontaram nada fora do comum. Mas, em outubro de 2024, testes adicionais revelaram que, de fato, seus marcadores sanguíneos indicavam a doença de Alzheimer. “Havia momentos em que as coisas simplesmente desapareciam da minha cabeça. Uma vez, alguém me perguntou sobre um colega de trabalho, e eu não tinha a menor ideia de quem eles estavam falando. Eu podia perceber que era alguém que eu deveria conhecer pelo jeito como estavam falando. Alguns dias depois, percebi que era um colega de trabalho com quem eu tinha trabalhado e era muito próxima”.

Na época do diagnóstico, Staci já tinha se afastado do trabalho. Seus exames revelaram que seu nível de função cognitiva estava entre 0% a 10% mais baixo do que o esperado. “Eu estava com o meu marido na época e estávamos em choque. Nós choramos juntos e sabíamos que nada seria como antes”, disse ela.

A mãe ainda relata que sofreu com o julgamento das pessoas. “Foi difícil fazer as pessoas acreditarem em mim e confiarem nos resultados”. Hoje, a norte-americana está sendo acompanhada pelos médicos e já iniciou o tratamento para minimizar os sintomas. “Tudo o que posso fazer é ter esperança, mas estou com medo. Tenho medo de que meu filho de três anos cresça sem a mãe dele", disse Staci para seus seguidores no TikTok.

Fonte/Créditos: Crescer

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