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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
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Macron e Esposa Processam Influenciadora nos EUA por Alegação de Que Primeira-Dama é Homem

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Macron e Esposa Processam Influenciadora nos EUA por Alegação de Que Primeira-Dama é Homem
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O presidente da França, Emmanuel Macron, e sua esposa, Brigitte Macron, entraram com uma ação por difamação nos Estados Unidos contra a influenciadora conservadora Candace Owens. A medida legal foi tomada após uma série de afirmações difundidas pela americana, incluindo a alegação de que a primeira-dama “é um homem”.

A denúncia foi apresentada ao Tribunal Superior de Delaware e acusa Owens de liderar uma “campanha de humilhação global” baseada em falsidades e em um “assédio implacável” que teria como único fim promover seu podcast e atrair seguidores.

Entre as afirmações mais graves, destaca-se a ideia de que Brigitte, de 72 anos, na verdade nasceu com o nome de Jean-Michel Trogneux, seu irmão mais velho. A denúncia sustenta que “Owens dissecou sua aparência, seu casamento, seus amigos, sua família e sua história pessoal, deturpando tudo em uma narrativa grotesca projetada para inflamar e degradar”.

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“O resultado”, acrescenta o documento judicial, “é um assédio implacável em escala mundial”. A denúncia busca uma quantia não especificada por danos compensatórios e punitivos.

Em 2024, Candace Owens intensificou sua campanha contra a primeira-dama francesa ao difundir teorias cada vez mais extremas, conforme consta no documento judicial de 219 páginas. A influenciadora não apenas afirmou que Brigitte Macron teria usurpado a identidade de seu irmão, mas insinuou que seu casamento com o presidente Emmanuel Macron seria uma forma de incesto. Além disso, conforme relatado pelo Politico, Owens chegou a comercializar camisetas com o rosto de Brigitte acompanhado do slogan “homem do ano”.

Do entorno de Owens, a resposta veio por meio de um comunicado que classificou a ação judicial como uma tentativa de silenciá-la, e apontou que Brigitte Macron se recusou a responder a múltiplos pedidos de entrevista. “Candace Owens não se cala”, disse um porta-voz. “Trata-se de um Governo estrangeiro atacando os direitos da Primeira Emenda de uma jornalista independente americana”.

Recusa em Retratação e “Malícia Real”

Os Macron, em uma declaração conjunta divulgada por seus advogados, indicaram que recorreram à via legal após Owens ignorar três pedidos formais para se retratar. “A campanha de difamação da senhora Owens estava claramente desenhada para nos assediar e nos causar dor, a nós e às nossas famílias, e para obter atenção e notoriedade”, afirmaram. “Demos a ela todas as oportunidades para se retratar dessas afirmações, mas ela se recusou”.

A apresentação judicial representa um fato pouco comum: um chefe de Estado em exercício iniciando um processo por difamação em tribunais americanos. Embora o ex-presidente Donald Trump tenha sido protagonista de múltiplas ações judiciais por esse motivo – incluindo uma recente contra o editor do The Wall Street Journal –, esse tipo de ação ainda é uma exceção.

Segundo a legislação dos Estados Unidos, figuras públicas como os Macron devem demonstrar que houve “malícia real”, ou seja, que o acusado sabia que o que dizia era falso ou agiu com um desrespeito temerário pela verdade.

A demanda se concentra particularmente no podcast de oito episódios “Becoming Brigitte”, difundido por Owens no YouTube e com mais de 2,3 milhões de visualizações, bem como nos conteúdos vinculados que ela publicou na rede social X. A influenciadora tem mais de 6,9 milhões de seguidores nessa plataforma e supera os 4,5 milhões de inscritos no YouTube.

A influenciadora ultradireitista também ganhou notoriedade por promover teorias da conspiração amplamente desacreditadas, entre elas a negação do Holocausto e a ideia de que o ser humano nunca chegou à Lua.

De acordo com os advogados do casal presidencial, as teorias falsas sobre Brigitte Macron começaram a circular em 2021, impulsionadas por certos setores da ultradireita. O tema chegou a ser abordado em podcasts populares como os de Tucker Carlson e Joe Rogan, figuras influentes na esfera conservadora americana.

De fato, em casos semelhantes, já houve decisões judiciais contra aqueles que difundiram essas teorias. Duas mulheres foram condenadas a pagar multas e indenizações após propagar afirmações falsas que sustentavam que Brigitte Macron era uma mulher transexual.

 

 

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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