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Terça-feira, 05 de Maio 2026
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Lula quer afastar ideia de equiparar facções a terroristas no encontro com Trump

A avaliação no Palácio do Planalto é que essa classificação abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos e poderia, no limite, gerar pressões de caráter intervencionista.

Lula quer afastar ideia de equiparar facções a terroristas no encontro com Trump
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O combate ao crime organizado deve ser um dos principais temas do encontro previsto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, nesta quinta-feira (7).

Segundo auxiliares de Lula, o presidente brasileiro pretende afastar a possibilidade de equiparação de facções criminosas a terroristas, uma vez que essa intenção já foi manifestada pela administração americana.

A avaliação no Palácio do Planalto é que essa classificação abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos e poderia, no limite, gerar pressões de caráter intervencionista.

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Integrantes do governo citam, de forma reservada, exemplos recentes na América do Sul em que esse tipo de enquadramento foi usado como justificativa para operações internacionais.

Por isso, o governo Lula quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema.

O tema já havia sido mencionado por Lula em conversas anteriores com Trump, ainda no ano passado, durante encontros multilaterais na Ásia.

Na ocasião, o presidente brasileiro defendeu o fortalecimento da cooperação internacional no combate à lavagem de dinheiro, sobretudo em paraísos fiscais.

Esse ponto voltou ao centro da agenda econômica recentemente. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad já havia alertado que recursos de facções criminosas brasileiras circulam no sistema financeiro internacional, inclusive com passagem por estruturas baseadas nos Estados Unidos.

O atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, também citou a prioridade do tema para o governo em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (4).

Segundo Durigan, foi feita uma parceria com os Estados Unidos na área aduaneira para barrar entrada de armas e drogas vindas do país.

A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma

A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma "boa química" — Foto: Reuters

Modulação do discurso

O encontro com Trump ocorre em um momento oportuno para o governo, depois de uma série de derrotas internas na semana passada — com a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto do PL da Dosimetria no Congresso.

Dessa forma, aliados avaliam que o governo entra em uma nova agenda, com a estratégia de "deixar as derrotas no retrovisor" e seguir adiante com as pautas.

Ainda segundo interlocutores do Planalto, agora Lula deve modular o discurso, já que vinha fazendo uma série de críticas públicas a Trump, entre elas pela guerra no Oriente Médio, ao atrito gerado pela prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, e pelas críticas do presidente americano ao papa Leão XIV.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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