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Quinta-feira, 30 de Abril 2026
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Lula avalia nomeação de Jorge Messias ao Ministério da Justiça

Presidente discute com aliados futuro do AGU após reprovação de indicação ao STF

Lula avalia nomeação de Jorge Messias ao Ministério da Justiça
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia nomear o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o comando do Ministério da Justiça.

A iniciativa seria uma espécie de prêmio de consolação ao ministro após a rejeição pelo Senado Federal do seu nome a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A pasta é hoje comandada por Wellington César, que assumiu o cargo em janeiro, e ainda nomeia a sua equipe para a pasta.

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A avaliação dentro do governo federal é de que a nomeação de Messias poderia fortalecer a posição do aliado de Lula, demonstrando deferência política.

Além disso, blindaria sua imagem pública e o manteria em evidência para uma eventual nova indicação à Suprema Corte no futuro.

O diagnóstico é também que, no Ministério da Justiça, Messias também atuaria junto ao Supremo Tribunal Federal para arrefecer a resistência ao seu nome no Poder Judiciário.

Nos bastidores, a leitura é de que a transferência para Justiça o colocaria em um patamar mais elevado dentro do governo federal, ajudando a mitigar o desgaste provocado pela derrota.

Há ainda no Palácio do Planalto um sentimento de consternação com o resultado. Messias, na avaliação de assessores petistas, acabou “pagando o preço” por uma derrota política mais ampla da atual gestão.

Nesse contexto, cresce internamente a defesa de um movimento de valorização do advogado-geral da União, como forma de reconhecimento pelo que aliados classificam como um sacrifício imposto a ele durante o processo de indicação.

Após a reprovação, o chefe da AGU chegou a desabafar com interlocutores que avaliava até mesmo pedir demissão por não ver ambiente político para seguir no cargo.

Messias se reuniu com o presidente Lula no Palácio da Alvorada após ser rejeitado pelos senadores.

Em declaração à imprensa ainda no Senado, disse que é notório quem provocou a derrota. A articulação é atribuída ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).

Nas primeiras horas após a derrota, Messias e aliados contabilizavam traições dentro da própria base governista para explicar o resultado surpreendente.

As desconfianças recaem sobre o MDB e nomes próximos a Alcolumbre. Até mesmo a postura do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), passou a ser questionada.

Repercutiu mal a imagem de Jacques Wagner abraçando Alcolumbre após o anúncio do resultado. Momentos antes, o líder do governo questionou qual seria o placar da votação.

Na ocasião, o presidente do Senado respondeu que a derrota ocorreria por uma margem de oito votos

Fonte/Créditos: CNN

Créditos (Imagem de capa): Geraldo Magela/Agência Senado

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