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Sábado, 06 de Junho 2026
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Notícias / Política

Líderes escanteiam Motta, recorrem a Lira e costuram acordo para blindar parlamentares da Justiça

Negociação foi a que permitiu o fim da ocupação da presidência da Câmara por bolsonaristas, e inclui mudança no foro privilegiado para tirar do STF processos contra autoridades e restrição de prisão e outras medidas judiciais contra parlamentares.

Líderes escanteiam Motta, recorrem a Lira e costuram acordo para blindar parlamentares da Justiça
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Líderes da oposição escantearam o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) na quarta-feira (6), no dia mais tenso do Congresso em anos, e procuraram o ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) para costurar um acordo que fizesse os parlamentares bolsonaristas desocuparem o plenário.

Nos relatos obtidos pelo blog, pelo menos cinco líderes de partidos se reuniram na sala do ex-presidente da Câmara para fechar um acordo que permitisse a retomada dos trabalhos.

Desde terça-feira (5), parlamentares bolsonaristas ocupavam a Mesa Diretora da Câmara em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

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Eles exigiam que Motta pautasse o projeto de lei de anistia para os réus dos atos golpistas de 8 de janeiro e mudança no foro privilegiado para autoridades.

O que prevê o acordo que levou ao fim da ocupação da Câmara por bolsonaristas

Segundo participantes da reunião, o acordo inclui

  • Votação da chamada Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das Prerrogativas, que visa a restringir a prisão em flagrante de parlamentar a casos de crimes inafiançáveis listados na Constituição, como racismo e crimes hediondos. A expectativa é que ela seja pautada na próxima semana.
  • Que medidas judiciais contra parlamentares só possam ser cumpridas dentro do Congresso com o aval do legislativo.
  • E mudança no foro privilegiado, para que processos que hoje são de competência do STF passem a ser de competência de instâncias inferiores da Justiça. Entre bolsonaristas, há esperança de que isso tire a ação penal da tentativa de golpe de Estado, da qual Bolsonaro é réu, das mãos de Alexandre de Moraes.

A anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, segundo relatos colhidos pelo blog, não seria pautada agora, mas a pressão vai continuar.

'Café de Motta é frio e o de Lira sempre foi quente', diz bolsonarista

Um líder bolsonarista disse ao blog que o grupo decidiu recorrer ao ex-presidente da Câmara para costurar o acordo que encerrou a ocupação porque o “café de Motta é frio e o de Lira sempre foi quente”.

Resta saber agora se Motta, avaliam, vai cumprir o que foi acertado.

Na foto, Hugo Motta e Arthur Lira durante evento em SP em 21 de outubro de 2024 — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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