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Sexta-feira, 01 de Maio 2026
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Israel acusa ativista brasileiro Thiago Ávila de apoiar o Hamas

Ávila foi levado a Israel para passar por interrogatório

Israel acusa ativista brasileiro Thiago Ávila de apoiar o Hamas
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O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusou dois ativistas da Flotilha Global Sumud, o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek, de, respectivamente, expressar apoio e facilitar transferências financeiras para o grupo terrorista palestino Hamas.

Israel decidiu levar ambos para o território do país para interrogatório. Ávila está detido sob suspeita de envolvimento em atividades ilegais e Abu Keshek sob suspeita de pertencer a uma organização terrorista, anunciou nesta sexta-feira (1°) o Ministério das Relações Exteriores do país nas redes sociais.

Em comunicado enviado à Agência EFE, o ministério informou que Ávila expressou publicamente seu apoio a várias organizações designadas como grupos terroristas por Israel, especificamente o Hamas, o grupo xiita libanês Hezbollah e o regime iraniano. O texto acrescenta que Ávila, que também coordenou a flotilha, compareceu ao funeral de Hassan Nasrallah, ex-líder do Hezbollah morto por Israel.

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Além disso, o comunicado destaca que, durante a missão anterior da flotilha, da qual o brasileiro participou em 2025, ele “insistiu em prosseguir em direção à Faixa de Gaza e rejeitou as propostas diplomáticas apresentadas pelos líderes europeus”. Já em relação a Keshek, a Chancelaria israelense disse que ele coordenou a comunicação entre entes internacionais participantes das flotilhas e funcionários do Hamas.

O ativista também é acusado de ajudar a organização terrorista a “facilitar transferências financeiras e consolidar o status operacional das várias organizações envolvidas”. O ministério também afirmou que Keshek, um dos coordenadores da Flotilha Global Sumud, é membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), que, segundo o órgão, foi designada organização terrorista pelos Estados Unidos.

O comunicado acrescenta ainda que, em março, Keshek e outros ativistas foram presos pelas autoridades da Tunísia em um caso de lavagem de dinheiro relacionado à flotilha. Após a notícia de que o palestino-espanhol seria levado para Israel em vez de ser libertado na Grécia, como os outros ativistas da flotilha detidos, o governo espanhol exigiu sua libertação imediata.

*EFE

Créditos (Imagem de capa): Thiago Ávila Foto: PAULO PINTO/AGÊNCIA BRASIL

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