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Terça-feira, 21 de Abril 2026
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Isenção do IR: Lira defende que renda de R$ 50 mil não deve ser considerada de “super-ricos”

Relator do projeto aprovado na Câmara nesta quarta-feira (1°), ex-presidente da Casa diz à CNN que há uma disparidade entre os salários no país e afirma que consenso da votação não é justificado exclusivamente por movimentos nas redes

Isenção do IR: Lira defende que renda de R$ 50 mil não deve ser considerada de “super-ricos”
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O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 mensais, afirmou nesta quarta-feira (1º) que pessoas com renda mensal de R$ 50 mil não podem ser classificadas como “super-ricas”.

A declaração foi dada à CNN após a aprovação unânime da proposta na Câmara dos Deputados. O texto, de autoria do governo federal e uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segue agora para o Senado.

O ponto mais sensível da medida é a compensação financeira da renúncia fiscal, estimada em R$ 25 bilhões por ano. Para equilibrar a arrecadação, o governo propõe aumentar a tributação sobre rendimentos considerados de “super-ricos” — aqueles acima de R$ 600 mil anuais, equivalentes a R$ 50 mil por mês.

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Lira, no entanto, rejeitou essa classificação. “Primeiro, assim, a gente tem que tirar esse estigma. Quem ganha R$ 50 mil não é super-rico, nem aqui e nem em país nenhum do mundo”, declarou o ex-presidente da Câmara.

O parecer do deputado ampliou ainda os descontos para quem ganha até R$ 7.350, com aplicação escalonada a partir de 2026.

Nas redes sociais, parlamentares da base governista, como Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Erika Hilton (PSOL-SP), defenderam a medida como parte da agenda de “justiça tributária”. Lira, por outro lado, negou que a pressão digital tenha influenciado a tramitação.

Segundo ele, o consenso foi construído desde a comissão especial que analisou o tema em julho. “Matérias com essa complexidade, com essa responsabilidade, é comum no parlamento que se olhe com muito mais cuidado”, disse.

Créditos (Imagem de capa): Paulo Bareta

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