O economista Luciano Lewandowski, irmão do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, fez duras críticas à atuação das instituições públicas brasileiras. A declaração foi publicada há cerca de um mês em um comentário no LinkedIn.
Luciano respondeu a uma publicação do ex-diretor do Banco Central e investidor Luiz Fernando Figueiredo, que comentava desdobramentos envolvendo o Banco Master. No texto, o economista afirmou de forma categórica que “no Brasil não existe lei nem justiça”.
Críticas à atuação do Judiciário
No comentário, Luciano Lewandowski questiona o funcionamento do sistema judicial e a condução de processos no país. Em tom contundente, ele escreveu:
“Na Justiça, a jurisprudência foi rasgada e cada um decide da maneira que quer. Não existem mais prazos a serem cumpridos. Para os mortais, as decisões duram décadas, e para os amigos do rei, horas. Não existe conflito de interesses. O ministro pode julgar até a mãe! Escrevo tudo isso para lhe dizer que, na minha opinião, o Brasil teria que começar do zero, mas infelizmente isso não vai mais acontecer na nossa geração”.
A manifestação chamou atenção por partir de um familiar direto de um ex-integrante da mais alta Corte do país.
Contrato do Banco Master com escritório de Lewandowski
As declarações surgem em meio à repercussão de informações envolvendo o Banco Master e o escritório de advocacia de Ricardo Lewandowski. Segundo dados divulgados pela coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, a instituição financeira pagou R$ 5 milhões ao escritório do ex-ministro.
O contrato de consultoria jurídica previa honorários mensais de R$ 250 mil e teria permanecido em vigor por quase dois anos após Ricardo Lewandowski assumir o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As informações sobre o contrato ampliaram o debate público em torno de conflitos de interesse e da relação entre instituições financeiras privadas e figuras de alto escalão do Judiciário e do Executivo.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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