A influenciadora do TikTok MJ Gray, conhecida nas redes sociais como “texasgardenfairy”, virou alvo de críticas após anunciar seu noivado com um homem que conhece há nove meses. Durante anos, ela produziu conteúdos incentivando mulheres a não priorizarem relacionamentos amorosos e afirmando que não pretendia se casar.
A reação ganhou força nas redes sociais porque Gray construiu sua audiência defendendo a independência feminina e questionando a instituição do casamento. Em diversos vídeos, ela também aconselhava mulheres a não se sentirem pressionadas a seguir esse caminho.
A repercussão foi destacada pela revista norte-americana Evie Magazine, que classificou a mudança de postura da influenciadora como contraditória. Segundo a publicação, muitas seguidoras se sentiram enganadas ao vê-la adotar escolhas que antes criticava publicamente.
Em uma resposta posteriormente apagada, Gray reconheceu a aparente incoerência.
– Sim, estou noiva. Sim, sou a mesma pessoa que fez vários vídeos dizendo que nunca teve planos de se casar. Eu não queria me casar e não concordava com a instituição do casamento.
A influenciadora afirmou que sua posição sempre admitiu exceções. Segundo Gray, o casamento pode fazer sentido em situações que envolvam filhos, patrimônio compartilhado ou convivência sob o mesmo teto.
– Eu ainda não concordo com a instituição do casamento. Mas, naqueles vídeos, eu fazia ressalvas.
As explicações, porém, não convenceram parte do público. Usuários do TikTok passaram a acusá-la de defender um estilo de vida enquanto adotava outro em sua vida pessoal. Alguns alegaram que tomaram decisões importantes inspirados por seus conteúdos.
A discussão também trouxe de volta críticas antigas relacionadas ao consumo de artigos de luxo. Gray já havia condenado o que chamou de ostentação financeira e compras de marcas famosas. Mais tarde, seguidores apontaram vídeos em que ela exibia aquisições de produtos de grife.
Com a repercussão, alguns internautas passaram a chamá-la de “grifter”, termo usado para descrever influenciadores acusados de promover ideias nas quais não acreditam para conquistar audiência ou lucro.
Por outro lado, parte do público saiu em defesa da criadora de conteúdo. Esses usuários argumentam que mudanças de opinião fazem parte da vida e que ninguém deve ser obrigado a manter as mesmas convicções para sempre.
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