A Prefeitura de São Paulo registrou, na tarde desta terça-feira (9), um boletim de ocorrência contra as empresas de ônibus que aderiram à paralisação iniciada às 16h. O movimento atinge diversas regiões da cidade e já provoca impacto direto no deslocamento dos mais de 8,7 milhões de passageiros que dependem do sistema municipal diariamente.
A gestão afirma que a greve ocorreu sem aviso prévio, em descumprimento à legislação, e que o pagamento do 13º salário — principal motivo da paralisação — é de responsabilidade exclusiva das concessionárias.
Motoristas e cobradores também reivindicam o pagamento do vale-refeição nas férias, benefício conquistado na última paralisação, mas que, segundo a categoria, não foi repassado em setembro, outubro e novembro, e também não seria pago em dezembro.
Em nota, a Prefeitura declarou que os repasses estão em dia e classificou a paralisação como um ato de “descaso, irresponsabilidade e falta de compromisso” das empresas com a população.
Apesar de confirmarem o movimento, a SPTrans, o sindicato patronal e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana ainda não divulgaram quais empresas aderiram à paralisação.
Nos terminais e corredores da cidade, passageiros relatam atrasos, longas esperas e recolhimento de ônibus para as garagens. A expectativa é de um fim de tarde especialmente difícil no trânsito, já que a capital conta com cerca de 14 mil ônibus circulando diariamente.
A SPTrans segue monitorando a operação e deve atualizar, nas próximas horas, o impacto total da greve na rede de transporte.
Fonte/Créditos: CNN
Créditos (Imagem de capa): • Wilfredor/Wikimedia Commons
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