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Quarta-feira, 01 de Julho 2026
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Geração Z se afasta de Lula e aproxima da direita, diz Reuters

Jovens entre 16 e 34 anos são o único grupo etário em que a desaprovação ao governo supera a aprovação

Geração Z se afasta de Lula e aproxima da direita, diz Reuters
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Uma análise da agência Reuters destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta dificuldades para manter o apoio da Geração Z (geração Z são os nascidos entre 1997 e 2012) e dos jovens adultos. Segundo pesquisas citadas pela agência, eleitores entre 16 e 34 anos têm demonstrado maior rejeição ao governo do que aprovação.

De acordo com levantamento da Quaest realizado em junho, essa é a única faixa etária em que a desaprovação supera a aprovação da gestão petista. Apesar disso, Lula segue com índices gerais de popularidade elevados e amplia a vantagem sobre adversários em cenários eleitorais.

A Reuters também destaca que os jovens brasileiros estão entre os mais identificados com a direita na América Latina. No mesmo sentido, um levantamento, da AtlasIntel, indicou que os eleitores mais velhos têm maior identificação com a esquerda ou o centro-esquerda.

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O texto mostra que essa tendência é mais forte entre os homens jovens e acompanha um movimento observado em países da Europa, Estados Unidos e Coreia do Sul. Um exemplo disso é uma pesquisa de 2024, de uma fundação ligada ao Partido Social-Democrata da Alemanha, mostrou que 38% dos jovens se declaram de direita.

A justificativa para esse fenômeno no Brasil está ligada à economia. As frustrações econômicas acumuladas nos últimos anos estariam levando os mais jovens, que já estão no mercado de trabalho, a não acreditarem na ideia de mercado defendida pela esquerda.

– Os jovens foram para a universidade… e quando voltaram ao mercado de trabalho, não viram resultados econômicos reais – disse Felipe Nunes, diretor da Quaest para a Reuters.

Ainda segundo o pesquisador, a falta de retorno econômico esperado após a formação acadêmica levou parte desse eleitorado a buscar alternativas políticas.

– A busca por respostas levou muitos jovens eleitores a se inclinarem para as plataformas mais voltadas para o mercado, representadas por candidatos de direita e de centro do espectro político – acrescentou.

Apesar de se afastarem da esquerda, os dados não indicam necessariamente uma geração mais conservadora. Segundo Nunes, os jovens continuam apoiando políticas públicas, como a ampliação do acesso ao ensino superior.

Fonte/Créditos: Pleno News

Créditos (Imagem de capa): Ricardo Stuckert

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