O ex-prefeito de Delta (MG), Marcos Roberto Estevam, que à época era filiado ao PMN (atual Mobiliza), passou a responder a uma ação penal por suspeita de peculato após a Justiça de Minas Gerais aceitar denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual.
De acordo com a investigação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o ex-prefeito teria levado para sua residência um aparelho de ar-condicionado adquirido com recursos da prefeitura nos últimos dias de seu mandato, em dezembro de 2024.
A decisão foi tomada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) nesta segunda-feira (29). Os desembargadores entenderam que existem elementos suficientes para dar prosseguimento ao processo.
O ar-condicionado foi localizado pela Polícia Civil durante a Operação Limpidus, que apura suspeitas de corrupção e peculato no município. Conforme as investigações, o aparelho permanecia lacrado na embalagem original e estava destinado ao Centro de Cultura de Delta.
Os promotores afirmam que não foi encontrada qualquer autorização administrativa que justificasse a retirada do aparelho das dependências da prefeitura. Além disso, a investigação concluiu que não existia necessidade de instalar o equipamento em outro imóvel público da cidade.
Em nota, o MPMG destacou que os depoimentos colhidos durante a apuração reforçaram a ausência de demanda para destinar o ar-condicionado a outro prédio da administração municipal.
Ao receber a denúncia, o TJ-MG também considerou que não havia justificativa apresentada para que o então prefeito mantivesse o bem público em sua residência.
Créditos (Imagem de capa): Marcos Roberto Estevam Foto: Reprodução/Instagram @marcosestevamprefeito
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