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Sábado, 02 de Maio 2026
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Feminista que chamou Erika Hilton de homem recebe asilo em país da Europa

Isabella Cêpa está na Europa

Feminista que chamou Erika Hilton de homem recebe asilo em país da Europa
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A influenciadora feminista Isabella Cêpa disse que conseguiu status de refugiada na Europa. No entanto, não há informações sobre qual seria o país.

No Instagram, Cêpa apontou “misto de alívio, medo, gratidão”. Segundo ela, “o Brasil entra no radar das democracias globais como um Estado de exceção em potencial”.

 

– A perseguição institucional que sofri no Brasil – iniciada por Erika Hilton – agora tem uma consequência diplomática oficial – escreveu a influenciadora.

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No Brasil, Isabella, de 32 anos, é alvo de um processo porque, em 2020, chamou a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) de “homem” nas redes sociais. Na época, ela manifestou descontentamento, em seu perfil no Instagram, pelo fato de a mulher mais votada naquela ocasião ser, na verdade, um homem. A declaração foi alvo de uma denúncia criminal do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que tem como base a Lei do Racismo.

Em recente entrevista ao jornalista Michael Shellenberger, Isabella destacou que “disse algo muito básico”, apenas uma constatação.

– Não ocorreu nada demais. Nem deveria virar um escândalo.

De acordo com a feminista, além da referida declaração, a acusação anexou ao processo quatro retuítes de outros usuários da plataforma, incluindo uma enquete perguntando se mulheres trans deveriam ir para presídios femininos.

A denúncia foi formalizada pelo MPSP em junho de 2022, em observância à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que no ano de 2019 equiparou homofobia e transfobia ao crime de racismo, à revelia do Congresso Nacional, que não legislou sobre o assunto.

A partir daí, qualquer conduta interpretada como transfóbica passa a ser enquadrada na Lei de Racismo, com pena que pode atingir cinco anos de prisão por delito. Como são imputadas cinco ocorrências a Isabella, a pena máxima combinada por chegar a 25 anos de reclusão.

No entendimento do promotor do caso, Bruno Orsini Simonetti, as postagens da influenciadora “reforçam o estigma social” contra pessoas trans e colaboram para a disseminação de uma “ideia de hierarquização e supressão de direitos fundamentais”, induzindo a sociedade à discriminação.

O caso só foi parar no MPSP por meio de uma representação formal, impetrada por Erika Hilton. Isabella relatou que ainda buscou fazer um acordo judicial, mas a proposta foi cancelada. Em seguida, a ação foi transferida da Justiça estadual para a federal, caindo, mais uma vez, nas mãos dos ministros do STF.

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