Um executivo de jornalismo da WPLG, emissora de TV de Miami (Flórida, EUA), repreendeu duramente sua equipe por "agir como influenciadores de redes sociais" em vez de jornalistas, depois que postagens de férias de uma apresentadora, nas quais ela aparecia de biquíni, desencadearam uma repressão interna ao que ele chamou de comportamento online "constrangedor".
O vice-presidente de jornalismo, Bill Pohovey, disse à equipe que estava farto do que descreveu como "bobagens insensatas" que apareciam nas contas de redes sociais dos funcionários, segundo um memorando obtido pelo site especializado "FTVLive".
"Já enviei e-mails sobre isso inúmeras vezes no passado, mas parece que estamos indo na direção errada novamente", escreveu Pohovey.
O memorando circulou (ou recirculou) depois que a apresentadora e repórter da WPLG, Jenise Fernandez, compartilhou uma série de postagens de férias em Fiji, nas quais aparecia usando um biquíni vermelho vivo a bordo do que parecia ser uma embarcação.
Procurado pelo "NY Post", Pohovey se defendeu alegando que o memorando havia circulado meses atrás, mas salientou que sua mensagem "foi um lembrete acerca de diretrizes já estabelecidas há muito tempo".
Porém, segundo fontes do "FTVLive", as fotos de Jenise foram o estopim para que o memorando voltasse a circular, lembrando aos funcionários da redação que eles são, antes de tudo, jornalistas — e não personalidades das redes sociais.
"Muitas das nossas contas nas redes sociais estão sendo usadas para bobagens, escreveu Pohovey. "Não queremos vídeos de dança com a nossa equipe. Não queremos desfiles de moda, 'looks do dia' ou outros conteúdos irrelevantes que prejudiquem a imagem de vocês como jornalistas", emendou ele.
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