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Sexta-feira, 24 de Abril 2026
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Ex-presidentes latinos creem que governo Maduro está no fim

Ação militar dos EUA no Caribe seria a razão para a saída do ditador venezuelano

Ex-presidentes latinos creem que governo Maduro está no fim
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Ex-presidentes latino-americanos do Grupo IDEA e políticos opositores influentes, como a venezuelana María Corina Machado, concordaram nesta quarta-feira (12) que o fim do governo de Nicolás Maduro na Venezuela está próximo, diante do crescente envio de tropas militares dos Estados Unidos ao mar do Caribe.

A pressão de Washington, refletida ontem na chegada, ao mar do Caribe, do maior porta-aviões dos EUA, o USS Gerald R. Ford, e seu grupo de ataque, com 4 mil militares e dezenas de aeronaves, marcou o fórum do Grupo IDEA no Miami-Dade College (MDC) sobre “o fim das ditaduras de Cuba, Nicarágua e Venezuela”.

 Os EUA têm uma política de combate ao narcotráfico, ao terrorismo, claro, e espero que entendam que estamos em semanas decisivas – afirmou o ex-presidente da Bolívia Jorge Tuto Quiroga.

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A luta pela mudança na Venezuela enfrenta uma conjuntura em que convergem o Prêmio Nobel da Paz que Machado receberá em 10 de dezembro, um “povo mobilizado” e essa “atitude do governo americano”, declarou.

Machado, que na última semana chamou de “absolutamente correta” a estratégia do presidente dos EUA, Donald Trump, contra Maduro, disse hoje que seu país enfrenta “horas decisivas”, e que “a Venezuela está no limiar da liberdade e de uma transformação sem precedentes”.

– Peço que nos acompanhem neste momento histórico, nestas horas decisivas, porque o que está acontecendo na Venezuela não é apenas um fato nacional, é um ponto de inflexão para toda a América Latina – disse Machado por videoconferência ao fórum de ex-presidentes.

Vários ex-presidentes defenderam a legitimidade dos ataques dos EUA contra cerca de 20 supostas embarcações de “narcoterroristas”, que deixaram cerca de 75 mortos desde 1º de setembro.

 Acredito que um governo que se mantém pela força deve ser entendido como uma ameaça internacional. Um problema muito grave que muitos países cometeram foi definir o narcotráfico como um problema de segurança pública – declarou o ex-presidente do Equador Jamil Mahuad.

As Nações Unidas acusaram os ataques de violarem o direito internacional e representarem execuções extrajudiciais, enquanto países como França e México também os questionaram, e Colômbia e Reino Unido deixaram de compartilhar informações de inteligência com os EUA por causa deles.

Mas o ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe disse que prefere “a derrota do narcoterrorismo a que ele continue avançando e criando essa soberania dos criminosos”, além de dizer que seu país também “corre o risco” de sofrer ataques por “abrigar terroristas” e ser “aliado” da Venezuela.

– Corremos o risco de que alguém, em nome da defesa de sua segurança, lance bombas sobre o território da Colômbia. Essa questão precisa ser resolvida. Ou estamos com a criminalidade, com o neocomunismo, com o narcoterrorismo, ou estamos com a democracia – afirmou.

Luis Almagro, ex-secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) de 2015 a 2025, afirmou que “não questiona” os ataques às embarcações, pois não há “liberdade de navegação nem céus abertos para os narcotraficantes”.

– É preciso preservar a segurança na região – declarou à imprensa Almagro, agora diretor do Observatório para a Democracia do Instituto Casla.

*EFE

Créditos (Imagem de capa): Foto: EFE/ Ronald Peña R.

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