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EUA indicam que Pix não está no foco de sanções contra facções

Porta-voz americana afastou especulações sobre qualquer possibilidade de ação militar

EUA indicam que Pix não está no foco de sanções contra facções
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A porta-voz em língua portuguesa do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, indicou que o sistema de pagamentos Pix não deve estar entre os alvos iniciais das medidas decorrentes da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras pelo governo do presidente Donald Trump.

Amanda explicou que a implementação das sanções será direcionada principalmente a pessoas e entidades que prestem apoio material às facções criminosas, destacando que a responsabilização depende da comprovação de intenção na colaboração com os grupos. As declarações foram feitas em entrevista ao site Poder360.

 As designações agora vão entrar na fase de implementação. Impossível imaginar ou saber o que poderia acontecer com casos individuais, mas sabemos que o setor financeiro brasileiro é, de modo geral, bem sofisticado e compreende suas responsabilidades para cumprir com a legislação americana – declarou.

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Segundo ela, as sanções incluem bloqueio de bens localizados nos Estados Unidos, restrições de visto para integrantes dos grupos e punições para quem fornecer recursos ou suporte material às organizações classificadas como terroristas. A representante do governo americano também afastou especulações sobre qualquer possibilidade de ação militar relacionada à classificação do PCC e do CV.

– A lei americana das designações é muito clara: não contempla nenhum tipo de ação militar. É o Departamento de Guerra que tem responsabilidade para ações militares no mundo. Essas designações têm como os seus princípios as suas consequências, restrições de vistos e também restrições financeiras para bloquear as atividades e o apoio aos grupos criminosos – afirmou.

Amanda destacou ainda que as autoridades norte-americanas já identificaram atividades atribuídas às duas facções em diversos estados dos EUA. Segundo ela, há registros da atuação de integrantes ou associados dos grupos em aproximadamente um quarto dos estados americanos.

Questionada sobre as críticas feitas pelo presidente Lula (PT) à decisão americana, Amanda respondeu que cada líder tem direito à sua própria avaliação sobre o tema, mas ressaltou que a prioridade da gestão Trump é a proteção da segurança nacional dos Estados Unidos.

Fonte/Créditos: Poder 360

Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução/CNN Brasil

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