Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 17 de Junho 2026
MENU
Notícias / Saúde

Estudo de Harvard associa cochilos frequentes durante o dia a maior risco de morte precoce

Pesquisa acompanhou cerca de 1.400 adultos por até duas décadas e identificou que cochilos mais longos, frequentes e realizados pela manhã podem estar associados a um maior risco de morte precoce.

Estudo de Harvard associa cochilos frequentes durante o dia a maior risco de morte precoce
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Harvard identificou uma associação entre o hábito de cochilar durante o dia e um maior risco de morte precoce em adultos mais velhos. A pesquisa foi publicada na revista científica JAMA Network Open e acompanhou cerca de 1.400 pessoas com 56 anos ou mais por um período que chegou a duas décadas.

Os cientistas analisaram os hábitos de soneca de participantes que costumavam descansar entre 9h e 19h. Os resultados mostraram que tanto a duração quanto a frequência dos cochilos podem estar relacionadas a um aumento do risco de mortalidade.

De acordo com o estudo, cada hora adicional de cochilo por dia esteve associada a um aumento de 13% no risco de morte. Já cada soneca extra realizada diariamente elevou esse risco em 7%.

Publicidade

Leia Também:

O horário do cochilo também chamou a atenção dos pesquisadores. Em comparação com pessoas que descansavam à tarde, aqueles que tiravam cochilos pela manhã apresentaram um risco 30% maior de morte. Segundo os autores, esse resultado pode indicar problemas de saúde subjacentes, já que o período da manhã costuma ser quando indivíduos saudáveis estão mais alertas.

Cochilos não são a causa da morte

Os pesquisadores ressaltam que o estudo não conclui que cochilar provoque a morte. Na avaliação da equipe, as sonecas frequentes podem funcionar como um sinal de alerta para condições de saúde que afetam a qualidade do sono noturno e, consequentemente, aumentam o risco de doenças e mortalidade.

Estudos anteriores já haviam relacionado a interrupção do sono a processos inflamatórios, ganho de peso e ao desenvolvimento de doenças crônicas. Além disso, cochilos frequentes durante o dia também foram associados a problemas cardiovasculares, como infarto e derrame, e a distúrbios neurodegenerativos.

No artigo científico, os pesquisadores afirmam que cochilos realizados no início do dia podem refletir alterações mais profundas na saúde do indivíduo.

“A interrupção do sono pode levar ao aumento da pressão arterial e à ativação do sistema nervoso. Essas mudanças podem criar um estado pró-inflamatório e de risco cardíaco elevado que aumenta a probabilidade de eventos fatais”, escreveram os autores.

Eles acrescentam ainda que o cochilo diurno pode não ser apenas uma compensação para noites mal dormidas, mas também um marcador independente de risco de mortalidade.

Como a pesquisa foi realizada

O estudo foi conduzido no norte do estado de Illinois, nos Estados Unidos. Durante nove dias, os participantes utilizaram dispositivos de monitoramento capazes de registrar o número de cochilos, sua duração e os horários em que ocorreram.

Após essa etapa inicial, os voluntários foram acompanhados por aproximadamente uma década. Considerando todo o período de observação, que chegou a duas décadas para parte dos participantes, 926 pessoas morreram — cerca de dois terços do grupo analisado.

Entre os participantes:

  • 76% eram mulheres;
  • 93% tinham ascendência de nativos havaianos ou de outras ilhas do Pacífico;
  • 15% precisavam de ajuda para realizar atividades básicas do dia a dia;
  • 74% utilizavam medicamentos para hipertensão.

Os pesquisadores destacam que entre 20% e 60% dos adultos mais velhos costumam cochilar durante o dia, dependendo da população analisada.

Associação, não causa

Os autores ressaltam que o trabalho é um estudo observacional. Isso significa que ele não pode comprovar que os cochilos aumentam diretamente o risco de morte, mas apenas identificar uma associação entre os dois fatores.

Além disso, o artigo não detalhou quais foram as causas das mortes registradas durante o acompanhamento dos participantes.

Fonte: JAMA Network Open / Universidade de Harvard.

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR