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Terça-feira, 16 de Junho 2026
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Quantos cafés por dia fazem bem? Cardiologista esclarece dúvidas sobre a bebida mais consumida pelos brasileiros

Cardiologista Stephanie Rizk esclarece os questionamentos dos leitores do Vida Boa, projeto do GLOBO, sobre uma das bebidas mais consumidas no mundo

Quantos cafés por dia fazem bem? Cardiologista esclarece dúvidas sobre a bebida mais consumida pelos brasileiros
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O café faz parte da rotina da grande maioria dos brasileiros. Segundo levantamento do Instituto Axxus, encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), cerca de 96% da população consome a bebida diariamente. Além disso, 44% afirmam tomar entre três e cinco xícaras por dia.

Mas afinal, qual é a quantidade ideal? Café com leite tem o mesmo efeito energético? E o café requentado faz mal? Essas e outras dúvidas foram respondidas pela cardiologista Stephanie Rizk, em entrevista ao projeto Vida Boa, do jornal O Globo.

Café com leite também dá energia?

De acordo com a especialista, sim. O efeito estimulante do café está relacionado principalmente à cafeína, e a adição de leite não interfere de forma significativa na absorção da substância.

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Isso significa que quem busca mais disposição, foco ou redução da sonolência pode obter resultados semelhantes tanto com o café puro quanto com o café com leite. A diferença está em alguns compostos antioxidantes presentes na bebida, cuja absorção pode ser parcialmente reduzida pelo leite, sem comprometer o efeito energético.

Café requentado faz mal à saúde?

Segundo Stephanie Rizk, o café requentado ou consumido algum tempo depois de preparado não representa riscos relevantes à saúde.

O principal problema é a perda de qualidade. Com o passar do tempo, a bebida tende a perder aroma, sofrer alterações no sabor e ficar mais amarga ou ácida devido à oxidação natural dos compostos presentes no café.

Em outras palavras, o café fresco costuma ser mais saboroso, mas o requentado não é considerado prejudicial para a maioria das pessoas.

Café extra forte tem mais cafeína?

Nem sempre.

A cardiologista explica que expressões como "extra forte", "intenso" ou "forte" geralmente estão relacionadas ao sabor, ao grau de torra e ao amargor da bebida, e não necessariamente à quantidade de cafeína.

O teor da substância depende principalmente do tipo de grão utilizado, da quantidade de café empregada no preparo e do método de extração. Por isso, quem deseja controlar o consumo de cafeína deve verificar as informações presentes na embalagem do produto.

Qual o limite recomendado por dia?

Para adultos saudáveis, o limite considerado seguro é de aproximadamente 400 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a cerca de três a cinco xícaras de café, dependendo do tamanho e da forma de preparo.

Segundo a especialista, diversos estudos apontam que o consumo moderado, especialmente entre três e quatro xícaras diárias, está associado a benefícios para a saúde, incluindo menor risco de mortalidade geral e cardiovascular.

No entanto, a tolerância varia de pessoa para pessoa. Algumas conseguem consumir café no período da tarde sem prejuízo ao sono, enquanto outras apresentam sintomas como palpitações, ansiedade, tremores, refluxo ou insônia mesmo com pequenas quantidades.

Para gestantes e lactantes, a recomendação é mais restritiva, com limite entre 200 e 300 miligramas de cafeína por dia.

Café em cápsulas é saudável?

A resposta também é positiva.

De acordo com Stephanie Rizk, o café em cápsulas preserva tanto a cafeína quanto os compostos antioxidantes presentes na bebida tradicional, mantendo seus potenciais benefícios quando consumido com moderação.

A médica ressalta que estudos não apontam aumento significativo da exposição ao alumínio em comparação com outros métodos de preparo.

Ela destaca ainda que o maior cuidado deve estar nos ingredientes adicionados à bebida. Açúcar em excesso, chantilly, xaropes e leite condensado podem transformar um café simples em uma opção muito mais calórica e menos saudável.

Além disso, a especialista lembra que existe uma preocupação ambiental relacionada ao descarte das cápsulas. Entretanto, muitas empresas já oferecem programas de reciclagem e alternativas compostáveis para reduzir o impacto ambiental.

Fonte: O Globo / Projeto Vida Boa.

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