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Sexta-feira, 08 de Maio 2026
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Empresa de esposa de ex-procurador do INSS recebeu R$ 11,9 milhões do “Careca do INSS”, aponta PF

Investigação fala em patrimônio incompatível, pareceres que mantiveram descontos ilegais e uso de empresa familiar para receber propina

Empresa de esposa de ex-procurador do INSS recebeu R$ 11,9 milhões do “Careca do INSS”, aponta PF
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O ex-procurador-geral do INSSVirgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e sua esposa, a médica e empresária Thaísa Hoffmann Jonasson, foram presos na quinta-feira (13) durante operação da Polícia Federal que apura fraudes envolvendo descontos ilegais aplicados a aposentados e pensionistas.

A PF afirma que Oliveira Filho produziu pareceres que permitiram a continuidade dos descontos associativos irregulares e que seu patrimônio aumentou de forma incompatível, alcançando R$ 18,3 milhões. Entre os bens incorporados à família estaria um Porsche, que pertencia a um lobista e foi registrado em nome de sua esposa.

STF concede domiciliar para Thaísa

Apesar da prisão do casal, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou neste sábado (15) que Thaísa cumpra prisão domiciliar, considerando que ela é responsável pelos cuidados do filho de um ano, que estava sob supervisão da avó idosa.

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De acordo com o inquérito, empresas controladas por Thaísa teriam recebido R$ 11,9 milhões de companhias ligadas ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A Polícia Federal descreve esses repasses como propina relacionada à atuação do ex-procurador dentro do INSS.

Durante depoimento à CPMI do INSS, Thaísa declarou que os valores eram referentes à prestação de “pareceres médicos”.

Trajetória de Oliveira Filho e atuação no esquema

Filho assumiu o cargo de procurador-geral do INSS pela primeira vez em 2020, permanecendo até 2022. Depois, migrou para o Ministério do Trabalho e Previdência como consultor jurídico. Já no governo Luiz Inácio Lula da SiOliveira lva, retornou  ao posto em setembro 2023.

Com o avanço da investigação, o próprio INSS o afastou do cargo.

PF aponta atuação para impedir bloqueio de descontos a aposentados

A Polícia Federal também afirma que, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou o bloqueio dos descontos irregulares, Oliveira Filho atuou formalmente para evitar a suspensão. Ele justificou que a medida poderia gerar filas e dificuldades adicionais para “idosos e pessoas de baixa instrução” nas agências do INSS — argumento considerado pela PF como parte da estratégia para manter o esquema em funcionamento.

 

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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