O dólar fechou esta segunda-feira (13) cotado a R$ 4,996, ficando abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos. A moeda norte-americana recuou 0,29% frente ao real e confirmou a terceira queda consecutiva, revertendo a alta registrada no início do dia.
A última vez em que o dólar havia encerrado abaixo desse patamar foi em março de 2024. Na semana passada, a divisa já acumulava queda de 2,87% e, no ano, a desvalorização chega a cerca de 8,7%, com recuo em quatro dos últimos cinco pregões.
Apesar da queda recente, o mercado financeiro revisou levemente suas projeções para o câmbio. Analistas consultados pelo Banco Central estimam que o dólar deve encerrar 2026 em R$ 5,37, abaixo da previsão anterior de R$ 5,40. Para 2027, a expectativa também caiu, passando de R$ 5,45 para R$ 5,40.
Por outro lado, a previsão de inflação voltou a subir. A estimativa para o IPCA deste ano avançou de 4,36% para 4,71%, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, fixada em 3% com margem de tolerância.
No mercado de ações, o Ibovespa renovou recorde e chegou a operar próximo dos 200 mil pontos. O principal índice da Bolsa brasileira avançava durante a tarde e atingiu sua décima alta consecutiva, impulsionado principalmente por ações do setor de energia.
Os papéis de petroleiras ajudaram a sustentar o índice em meio às tensões internacionais. A valorização ocorre em um cenário de alta no preço do petróleo, influenciado pelo aumento das tensões no Oriente Médio.
Os preços do petróleo subiram com força após a decisão dos Estados Unidos de bloquear navios ligados ao Irã, o que elevou preocupações sobre o abastecimento global de energia. O barril do tipo Brent chegou a subir mais de 4%, aproximando-se dos US$ 100, enquanto o WTI também registrou forte alta.
O movimento foi impulsionado pelo temor de interrupções no fornecimento, especialmente após o fracasso das negociações para encerrar o conflito envolvendo o Irã. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, voltou ao centro das atenções.
Segundo análise do especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad, o dólar iniciou o dia em alta devido ao cenário externo mais tenso, mas perdeu força ao longo do pregão com sinais de melhora no ambiente internacional e recuperação das bolsas nos Estados Unidos.
No Brasil, o real demonstrou resistência, sustentado por fatores como o diferencial de juros elevado, a entrada de capital estrangeiro e os preços ainda altos do petróleo, o que ajudou a limitar uma valorização mais forte do dólar ao longo do dia.
Fonte/Créditos: Gazeta Brasil
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se