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Quarta-feira, 29 de Abril 2026
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Notícias / Saúde

Dois terços dos suplementos avaliados pela Anvisa têm irregularidades; uso sem controle pode causar lesões hepáticas e cardiovasculares

Falta de controle permite venda de produtos com ingredientes proibidos, doses excessivas e sem estudos de estabilidade; especialistas falam em ‘zona cinzenta’ entre alimento e remédio. Anvisa prorrogou prazo para adequação das normas.

Dois terços dos suplementos avaliados pela Anvisa têm irregularidades; uso sem controle pode causar lesões hepáticas e cardiovasculares
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Dois em cada três suplementos avaliados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentam algum tipo de irregularidade. O levantamento mais recente da agência mostra falhas em ingredientes, doses e validade, além de produtos sem testes de pureza e estabilidade, etapas obrigatórias para garantir a segurança de consumo.

A alta taxa de reprovação —65% dos suplementos analisados até julho de 2025— expõe a fragilidade do controle sanitário em um mercado que movimenta bilhões de reais por ano, impulsionado por promessas de bem-estar, performance e emagrecimento.

Mesmo diante desse cenário, a Anvisa prorrogou até 2026 o prazo para que as empresas se adequem às normas de segurança e qualidade, originalmente previstas para entrar em vigor neste ano.

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Médicos e nutricionistas ouvidos pelo g1 afirmam que o uso indiscriminado desses produtos, aliado à ausência de fiscalização efetiva, expõe os brasileiros a riscos hepáticos, cardiovasculares, renais e hormonais.

“Encontramos falhas em dois terços dos produtos avaliados. Isso mostra que o setor ainda não está em conformidade com o padrão de segurança exigido”, afirmou a gerente de regularização de alimentos da Anvisa,Patrícia Ferrari Andreotti, em audiência pública na Câmara dos Deputados, em setembro de 2025.

Crescimento acelerado e pouca fiscalização

 O consumo de suplementos alimentares cresceu quase 300% na última década no Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD).

 A expansão, porém, veio acompanhada de falta de padronização e controle sanitário. Entre 2020 e 2025, 63% das investigações abertas pela Anvisa em alimentos foram relacionadas a suplementos —o maior índice entre todas as categorias reguladas.
 

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução/Freepik

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