O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) afeta entre 5% e 8% da população mundial, segundo estimativas de especialistas. Trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por sintomas como desatenção, hiperatividade e impulsividade, que podem impactar significativamente a vida pessoal, social, acadêmica e profissional dos indivíduos afetados.
Apesar da sensação de que os casos estariam aumentando, profissionais da saúde explicam que o que cresce, na verdade, é o número de diagnósticos. O avanço da ciência, somado à maior conscientização sobre o transtorno, tem contribuído para que mais médicos e psicólogos estejam preparados para identificar corretamente os sintomas e oferecer o tratamento adequado.
Outro fator importante é a redução do estigma em torno do TDAH. Com mais informações circulando e menos preconceito, cresce também o número de pessoas que buscam ajuda, resultando em um acolhimento mais eficaz nos serviços de saúde e nas instituições de ensino.
Dados apontam ainda que cerca de 70% das crianças com TDAH apresentam pelo menos uma comorbidade, e 10% convivem com três ou mais. Há também um forte componente genético envolvido: aproximadamente 30% das crianças diagnosticadas têm um ou ambos os pais com o transtorno — o que faz com que muitos adultos se reconheçam nos sintomas ao acompanharem seus filhos nas consultas.
Apesar dos avanços, o TDAH ainda enfrenta desinformação. Especialistas alertam para o tratamento leviano dado ao transtorno em redes sociais e alguns meios de comunicação, onde muitas vezes ele é abordado como "modismo" ou de forma pejorativa.
“Infelizmente, essa não é a realidade. O TDAH é um transtorno sério e precisa ser compreendido com responsabilidade”, reforçam profissionais da área.
Segundo dados da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 2 milhões de brasileiros são acometidos pelo TDAH, uma condição crônica que pode impactar a vida de uma pessoa desde a infância até a vida adulta. Se não for tratado adequadamente, o TDAH pode levar a diversos problemas, como:
- Abuso de álcool e drogas
- Fracasso escolar
- Dificuldade em manter-se no emprego
- Problemas com a lei
Reconhecer os sintomas do TDAH ainda na infância e buscar um diagnóstico precoce pode ser decisivo para prevenir essas complicações.
É por isso que o portal TDAH Levado a Sério existe: para combater a desinformação e destacar a seriedade do TDAH, com informações confiáveis, baseadas em ciência e na expertise de especialistas.
Sintomas: identificando sinais de desatenção, hiperatividade e impulsividade
01
Desatenção
• Dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas.
• Dificuldade em organizar tarefas, seguir instruções e manter o foco.
• Esquecimento de compromissos e atividades diárias.
• Evitar, demonstrar relutância ou não gostar de se envolver em tarefas que exigem esforço mental constante.
• Distrair-se facilmente com estímulos externos.
• Crianças frequentemente parecem não ouvir quando se fala diretamente com elas e cometem erros por descuido.
02
Hiperatividade
• Inquietação, como agitar as mãos ou os pés com frequência.
• Abandonar o lugar em situações em que se espera que permaneça sentado.
• Dificuldade em brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer.
• Estar frequentemente "a mil" ou agir como se estivesse "a todo vapor."
• Crianças com TDAH podem apresentar comportamento agitado e excesso de movimento; adultos podem se sentir sempre "ligados na tomada."
03
Impulsividade
• Dar respostas precipitadas antes das perguntas serem completadas.
• Dificuldade em esperar a sua vez, frequentemente interrompendo conversas ou jogos dos outros.
• Tomada de decisões impulsivas que podem levar a consequências negativas, como atravessar a rua sem olhar ou deixar um emprego de forma abrupta.
Fonte/Créditos: MSD Manuais
Créditos (Imagem de capa): Imagem Ilustrativa