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Sábado, 25 de Abril 2026
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Crise do agro no RS tem famílias arruinadas e relatos de suicídio, dizem entidades em audiência no Senado

Produtores denunciam práticas abusivas de instituições financeiras e impacto devastador sobre comunidades rurais

Crise do agro no RS tem famílias arruinadas e relatos de suicídio, dizem entidades em audiência no Senado
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Uma audiência pública no Senado expôs, nesta semana, a gravidade da crise que atinge o setor agropecuário do Rio Grande do Sul, revelando não apenas prejuízos econômicos bilionários, mas também um cenário de colapso social. Representantes de associações rurais relataram perdas estimadas em R$ 320 bilhões — valor que corresponde a aproximadamente metade do PIB gaúcho — e citaram casos de famílias emocionalmente devastadas pela pressão financeira desde 2020.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que preside a Comissão de Direitos Humanos, chamou atenção para os impactos sobre a saúde mental no campo: “Não é só economia, há suicídio”, afirmou, destacando que a crise extrapolou o âmbito econômico e alcançou níveis humanitários preocupantes.

Denúncias de juros abusivos e práticas ilegais

Entidades como AperAbdagro e Farsul relataram o que classificam como condutas abusivas de algumas instituições financeiras. Segundo os produtores, contratos com juros de até 25% ao anovenda casada, exigências irregulares e tentativas de controle sobre terras e produção pressionaram agricultores já fragilizados por perdas climáticas e endividamento crescente.

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Os representantes afirmam que mais de 30 famílias tiveram suas estruturas econômicas destruídas desde 2020, registrando crescente adoecimento emocional e abandono de propriedades

Questionamentos a órgãos oficiais

Chamado a prestar esclarecimentos, Cláudio Filgueiras, representante do Banco Central, afirmou nunca ter visto instituição financeira receber pagamento em soja — declaração que contradiz relatos apresentados pelos produtores durante a sessão.

Já Francisco Erismá, representante do Ministério da Fazenda, disse que a pasta enfrenta limitações de recursos. A justificativa, porém, foi contestada por Antônio da Luz, economista-chefe da Farsul, que lembrou que a arrecadação federal vem batendo recordes, ampliando a frustração dos agricultores quanto à falta de medidas mais amplas de socorro.

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

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