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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
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Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região

Estudo identifica camada espessa de rochas sob as ilhas Bermudas que sustenta a região há milhões de anos, sem relação com os mitos associados ao Triângulo.

Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região
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As ilhas Bermudas, localizadas no Atlântico Norte em uma área popularmente conhecida como Triângulo das Bermudas, permanecem elevadas no meio do oceano há mais de 30 milhões de anos, mesmo sem atividade vulcânica recente. Esse comportamento sempre intrigou geólogos —e agora um novo estudo científico aponta uma explicação para o fenômeno.

Pesquisadores identificaram uma estrutura geológica espessa e incomum sob as ilhas Bermudas, capaz de sustentar o relevo da região sem a necessidade de uma fonte ativa de calor nas profundezas da Terra. O trabalho foi publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

O que o estudo investigou

Apesar da associação popular com o Triângulo das Bermudas –região famosa por relatos históricos de desaparecimentos de navios e aeronaves–, o estudo não trata de navegação, magnetismo ou outros fenômenos atribuídos ao imaginário em torno do local.

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A partir da análise de ondas sísmicas geradas por grandes terremotos ao redor do mundo, os cientistas conseguiram mapear o subsolo sob as ilhas Bermudas. Os dados revelaram a presença de uma camada adicional de rocha com cerca de 20 quilômetros de espessura, localizada logo abaixo da crosta oceânica e dentro da própria placa tectônica.

Em condições consideradas típicas, a crosta oceânica repousa diretamente sobre o manto terrestre, sem camadas intermediárias. O estudo mostra que, sob as Bermudas, essa configuração é diferente — o que torna a região geologicamente incomum.

 

Por que as Bermudas não afundaram

O estudo indica que, sob as ilhas Bermudas, existe uma camada espessa de rochas que é ligeiramente mais leve do que o material do manto terrestre ao redor. À primeira vista, a diferença parece mínima, mas, distribuída ao longo de dezenas de quilômetros de espessura, ela se torna suficiente para sustentar toda a estrutura acima.

Para entender, os cientistas usam uma comparação simples: materiais menos densos tendem a “boiar” sobre materiais mais densos —assim como o gelo flutua na água. No caso das Bermudas, essa camada mais leve funciona como uma base que ajuda a sustentar a crosta acima dela.

 

As ilhas Bermudas ficam em uma área do Atlântico Norte popularmente conhecida como Triângulo das Bermudas, região que ganhou fama ao longo do século 20 por relatos de desaparecimentos de navios e aeronaves. Esses episódios ajudaram a alimentar teorias misteriosas, que vão de falhas inexplicáveis em instrumentos a explicações sobrenaturais.

Hoje, no entanto, pesquisadores apontam que a região reúne fenômenos naturais bem conhecidos, como tempestades tropicais rápidas, correntes marítimas intensas, variações climáticas bruscas e áreas de tráfego marítimo e aéreo intenso —fatores que ajudam a explicar muitos desses relatos.

A descoberta geológica sob as Bermudas não tem relação com esses mitos, mas mostra como, mesmo em uma das regiões mais famosas do planeta, os verdadeiros mistérios ainda estão no interior da Terra.

 

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

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