Um novo vídeo divulgado nesta semana trouxe à tona imagens inéditas e impactantes do desabamento da antiga Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava Maranhão (MA) e Tocantins (TO) pela BR-226. O registro, feito por um caminhoneiro que atravessava a estrutura no momento do colapso, mostra o exato instante em que a ponte cede.
As imagens são fortes e lembram cenas de filme. Em um dos trechos mais chocantes, é possível ver uma mulher em uma moto sendo arremessada com a queda da estrutura, em meio ao desabamento repentino.
A tragédia da queda do ponte, que ocorreu em 22 de dezembro de 2024, deixou 14 mortos, três pessoas desaparecidas e um ferido. Veículos que estavam sobre a ponte caíram no Rio Tocantins, entre eles, caminhões que transportavam ácido sulfúrico e defensivos agrícolas, agravando ainda mais a situação.
Após queda de ponte, nova estrutura foi inaugurada
A nova Ponte de Estreito, construída para substituir a estrutura que desabou, foi inaugurada em 22 de dezembro de 2025, exatamente um ano após a tragédia. O prazo chamou atenção pela rapidez, principalmente diante da complexidade da obra e do histórico recente do colapso.
Com 630 metros de extensão, a nova ponte é maior do que a anterior, que tinha 533 metros. A estrutura antiga, construída na década de 1960, já apresentava sinais de desgaste, mesmo após passar por reparos em 2021. Em 2024, um edital chegou a ser aberto para obras de reabilitação, mas o desabamento ocorreu antes que qualquer intervenção fosse realizada.
Engenharia desafiadora e força-tarefa
Na época em que foi construída, a ponte original era considerada um marco da engenharia, com o maior vão do mundo em viga reta de concreto protendido, com 140 metros. A nova estrutura supera esse número, com um vão livre de 154 metros no trecho central sobre o rio.
Para cumprir o cronograma acelerado, mais de 500 trabalhadores atuaram em dois turnos. Segundo o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), a obra exigiu uma força-tarefa para conciliar rapidez, segurança e as condições naturais desafiadoras do Rio Tocantins.
No local, o rio chega a profundidades de até 40 metros, o que inviabiliza a construção de pilares intermediários no leito. Além disso, o projeto precisou respeitar normas de navegação, garantindo altura livre adequada mesmo durante os períodos de cheia máxima.
Fonte/Créditos: NDMAIS
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