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Segunda-feira, 22 de Junho 2026
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CCJ aprova Lei Suzane Richthofen que veta herança para homicidas

Projeto seguirá para análise de outras comissões antes de ser votado no plenário da Câmara

CCJ aprova Lei Suzane Richthofen que veta herança para homicidas
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (16), o Projeto de Lei 23/2026, conhecido como Lei Suzane von Richthofen. A proposta impede que condenados por homicídio tenham acesso, ainda que de forma indireta, à herança de outros parentes da mesma família. O texto segue para o Senado caso não haja recurso para votação no plenário da Câmara.

De autoria da deputada Dayany Bittencourt (União Brasil-CE), o projeto altera o Código Civil para ampliar o instituto da indignidade sucessória. A medida inclui parentes colaterais de até quarto grau, como irmãos, tios, sobrinhos e primos, entre os familiares cuja morte pode impedir o direito à herança.

A proposta ganhou força após o debate jurídico envolvendo Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002. Neste ano, surgiu a possibilidade de ela herdar parte do patrimônio deixado por um tio, o que motivou a apresentação do projeto.

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Pela legislação atual, a exclusão da herança alcança apenas casos relacionados à vítima direta e a familiares mais próximos. O novo texto busca estender essa restrição para outros integrantes da família.

Na justificativa do projeto, a deputada argumenta que a legislação possui uma lacuna que permite situações consideradas incompatíveis com o senso de justiça.

– O caso concreto que expôs a lacuna do ordenamento (no qual um condenado pelo assassinato dos próprios pais manteve-se apto a herdar de outros membros da mesma família extensa) não é uma mera curiosidade jurídica; é uma aberração ética que clama por correção legislativa. Manter a lei como está significa tolerar, em seu bojo, a possibilidade de um criminoso ser, ainda que indiretamente, premiado por seu ato hediondo, em total afronta ao senso comum de justiça – diz o texto.

A parlamentar também sustenta que a mudança não cria uma nova punição, mas corrige uma omissão existente na lei.

– Trata-se de aplicar, com coerência, o princípio de que ninguém pode se beneficiar de sua própria torpeza. Permitir que um homicida herde de outro membro da família que ele próprio ajudou a dilacerar é uma forma indireta de benefício, que mancha a finalidade do direito das sucessões – afirma a justificativa.

Segundo o projeto, a exclusão da herança passará a atingir autores, coautores ou participantes de homicídio doloso ou tentativa de homicídio contra a pessoa da sucessão e também contra seus parentes colaterais de até quarto grau.

Fonte/Créditos: Pleno News

Créditos (Imagem de capa): Foto: MARCELO GONCALVES/SIGMAPRESS/ESTADÃO

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