A Polícia Civil investiga se os familiares do estudante de educação física Pedro Henrique Sales, de 21 anos, ajudaram no seu acobertamento após o crime de importunação sexual em Feira de Santana. O jovem foi preso na última sexta-feira (24), em Simões Filho, cinco dias após ser flagrado se masturbando na academia de um condomínio no bairro SIM.
Investigações e possível favorecimento familiar
De acordo com a delegada titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana, Lorena Almeida, há indícios de que parentes facilitaram a fuga de Pedro Henrique. Caso o envolvimento seja comprovado, eles poderão ser responsabilizados criminalmente por eventual favorecimento.
A polícia informou que o investigado tentou fugir novamente no momento da abordagem em uma casa em construção. Ele correu para uma área de matagal, atirou escombros contra os agentes e resistiu à prisão, o que fortalece os argumentos para a manutenção de sua custódia cautelar.
Cronologia dos fatos e atuação policial
O episódio ganhou forte repercussão social após ser registrado no último domingo (19). A vítima filmou a ação do estudante enquanto realizava exercícios físicos, momento em que o investigado fugiu do local ao perceber o registro em vídeo.
Confira os principais pontos apurados pelas autoridades de segurança:
- Ocorrência inicial registrada na academia de um residencial no bairro SIM.
- Fuga imediata do suspeito e posterior auxílio de familiares para ocultação do paradeiro.
- Localização do jovem em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, após mandado de prisão preventiva.
- Tentativa de fuga e resistência física no momento do cumprimento da ordem judicial.
- Encaminhamento ao Complexo de Delegacias de Feira de Santana, onde o suspeito optou pelo silêncio.
Situação jurídica e decisão dos moradores
Conforme esclarecido pela delegada Lorena Almeida, a apresentação espontânea de Pedro Henrique teria evitado a necessidade de manutenção da prisão preventiva. Contudo, a atitude de fugir e tentar se evadir do distrito da culpa justifica a medida judicial extrema para a garantia da ordem pública.
Paralelamente ao processo criminal, que corre sob segredo de Justiça, os moradores do condomínio aprovaram em assembleia remota a exclusão do investigado do residencial. A maioria autorizou a abertura de processo administrativo e o ajuizamento de ação judicial para efetivar a medida e preservar a segurança da comunidade.
Fonte/Créditos: G1
Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução/Redes Sociais
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