A Polícia Civil efetuou a prisão de um casal preso por tortura em Cunha, no interior de São Paulo. A mãe, de 30 anos, e o padrasto, o servidor público Dalton Jonathan Coelho Toledo, de 37 anos, são acusados de praticar graves agressões e maus-tratos contra quatro irmãos de 4 a 10 anos em uma propriedade rural da região.
Como as agressões foram descobertas
O caso começou a ser esclarecido quando o pai e a madrasta das crianças compareceram à Delegacia de Cachoeira Paulista para registrar a denúncia. Os quatro irmãos haviam chegado à residência do pai para passar o período de férias escolares e apresentavam marcas visíveis de violência.
Durante o banho dos enteados, a madrasta notou diversas lesões espalhadas pelos corpos das quatro crianças. Ao serem questionadas sobre a origem das feridas, as vítimas demonstraram um comportamento retraído e receoso, buscando isolamento em diferentes cômodos da casa antes de conseguirem relatar os abusos sofridos.
Detalhes dos maus-tratos praticados contra as vítimas
Após um diálogo acolhedor com o pai e a madrasta, os irmãos detalharam a rotina de violência física e psicológica cometida pela mãe e pelo padrasto no ambiente rural. Entre os atos relatados às autoridades policiais, destacam-se:
- Vara de espinhos: relato uniforme das crianças sobre o uso do objeto para atingi-las;
- Agressões físicas diversas: ocorrência de socos, chutes na região íntima e golpes com cadeira contra a caçula de 4 anos;
- Privação alimentar: crianças eram forçadas a passar longas horas sem qualquer alimento;
- Exposição ao frio: vítimas eram obrigadas a dormir diretamente no chão sem proteção.
Apreensão e posicionamento das autoridades
A prisão temporária dos investigados foi decretada pela Justiça após a apresentação das provas preliminares. Os policiais civis localizaram os suspeitos no bairro Falcão, em Cunha. Durante as buscas na residência rural, foi apreendida uma pistola de airsoft modificada sem a ponta de proteção, o que a assemelhava a uma arma de fogo real.
O homem investigado atuava como servente na Prefeitura de Cunha. Em nota oficial, a administração municipal repudiou o crime e prestou solidariedade às vítimas, ressaltando que não tinha conhecimento prévio dos fatos e que adotará as medidas administrativas cabíveis caso o crime seja comprovado judicialmente.
Para preservar a integridade psicológica e a identidade das quatro crianças, o nome da mãe não foi divulgado pela reportagem, respeitando as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Fonte/Créditos: Metrópoles
Créditos (Imagem de capa): Divulgação/Polícia Civil
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