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Sábado, 18 de Abril 2026
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Cabelo branco: é possível evitá-lo ou recuperar a cor natural? Veja o que a ciência diz

Essa é uma pergunta que intriga os cientistas há décadas. Veja o que eles conseguiram desvendar até agora

Cabelo branco: é possível evitá-lo ou recuperar a cor natural? Veja o que a ciência diz
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Para algo tão universal, o surgimento de cabelos grisalhos continua curiosamente misterioso.

Cada fio de cabelo começa quase translúcido, e sua cor é determinada pela melanina — essencialmente um “pó” de pigmento. Quando ela está densamente concentrada, o resultado é cabelo escuro. Se restam apenas alguns poucos pontos pretos e marrons, o cabelo parece loiro.

Com o tempo, as células que produzem pigmento em cada folículo capilar tendem a desacelerar ou parar de funcionar, fazendo o cabelo ficar grisalho, explica Desmond Tobin, diretor do Instituto Charles de Dermatologia da Universidade College Dublin, na Irlanda. Esses fios costumam ser mais rígidos e difíceis de controlar e crescem cerca de 10% mais rápido do que os fios pigmentados. Algumas pessoas os encaram como parte natural do envelhecimento; outras os veem como um incômodo que deve ser tingido, arrancado ou escondido.
Mas os cientistas ainda não sabem exatamente o que desencadeia o processo de embranquecimento nem quanto controle temos sobre ele. Algumas pessoas começam a ficar grisalhas aos 20 anos; outras mantêm a cor natural até os 80. Embora o processo pareça em grande parte irreversível, pesquisadores estão descobrindo que a cor às vezes pode voltar — em manchas ou nas raízes mais escuras.

Por enquanto, não existe uma solução milagrosa para prevenir ou reverter o grisalho, mas especialistas tentam entender melhor o fenômeno e desenvolver possíveis soluções.

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O que os cientistas sabem até agora?

Nosso cabelo não fica grisalho de uma só vez — por isso você pode notar alguns fios prateados isolados antes do branco total. Alguns fios podem até clarear e depois escurecer novamente.

Cada folículo funciona como uma unidade independente, contendo suas próprias células produtoras de pigmento, chamadas melanócitos, e um reservatório de células-tronco de reposição. Com o envelhecimento, essas células naturalmente acumulam danos, como os provocados por estresse ou desgaste celular.

O embranquecimento do cabelo geralmente começa quando os melanócitos de um determinado folículo são prejudicados, mas se torna permanente quando o reservatório de células-tronco se esgota, ensina Emi Nishimura, professora de envelhecimento e regeneração da Universidade de Tóquio. Há pesquisas que sugerem que, se o primeiro processo ocorrer sem o segundo, o cabelo grisalho pode ser revertido.

Em um pequeno estudo de 2021, cientistas coletaram fios de pessoas que haviam começado a ficar grisalhas e encontraram faixas distintas escuras e brancas. Como o cabelo cresce cerca de um centímetro por mês, essas faixas funcionaram como uma linha do tempo. Os pesquisadores então pediram aos participantes que registrassem experiências estressantes ao longo do último ano. Períodos de maior estresse coincidiram com faixas mais claras, enquanto períodos de menor estresse corresponderam a faixas em que a cor retornou. Em outras palavras, reduzir o estresse parecia reverter ou desacelerar o embranquecimento dos cabelos.

Algumas pessoas com cabelos grisalhos também voltaram a ter pigmentação em certas áreas espontaneamente após receber determinados tipos de quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia. Especialistas suspeitam que, nesses casos raros, os tratamentos contra o câncer possam estimular células-tronco adormecidas a reconstruir melanócitos funcionais.

Essas descobertas sugerem que o embranquecimento do cabelo não é um processo totalmente linear e que existe uma “janela de oportunidade” em que a perda de pigmento pode ser revertida, informa o dermatologista Ralf Paus, da University of Miami.

Por quanto tempo essa janela permanece aberta — e o que poderia reativar as células-tronco com segurança — ainda não está claro.

O que você pode fazer em relação aos cabelos grisalhos?

Grande parte do embranquecimento do cabelo é genética, comenta a dermatologista Jessica Shiu, da Universidade da Califórnia Irvine Health, portanto pais e avós são o melhor indicativo. Pesquisadores também descobriram que o grisalho geralmente começa por volta dos 35 anos em pessoas brancas, no fim dos 30 em pessoas asiáticas e por volta dos 40 e poucos anos em pessoas negras.
Mas escolhas de estilo de vida também podem fazer diferença. As evidências mais fortes apontam para parar de fumar e reduzir os níveis de estresse. Dormir o suficiente e manter uma alimentação saudável — rica em antioxidantes — também podem limitar os danos às células pigmentares, diz Jessica, embora as evidências nesse caso sejam mais indiretas.
O embranquecimento precoce do cabelo também já foi associado a níveis baixos de ferro e de vitamina B12, mas, nos Estados Unidos, deficiências graves o suficiente para afetar a pigmentação capilar são raras, pondera Tobin. E não há evidências de que suplementos ajudem a tratar o grisalho.

É preciso cautela com suplementos “anti-grisalho” em geral, alerta Jessica, já que costumam ser vendidos com base em promessas, não em provas. Mesmo que contenham algum ingrediente potencialmente útil, não há evidências de que tomar uma pílula ou aplicar um creme consiga alcançar as células pigmentares profundas dentro dos folículos capilares.

Embora não existam tratamentos médicos para cabelos grisalhos, vale conversar com seu médico sobre um embranquecimento súbito ou muito precoce, porque uma pequena parcela dos casos está ligada a medicamentos prescritos ou a doenças — e pode ser reversível. Por exemplo, alguns remédios anticonvulsivantes, antimaláricos, retinoides orais e medicamentos usados para espasticidade muscular já foram associados ao embranquecimento do cabelo. Muitos medicamentos contra o câncer também induzem perda de pigmento, apesar dos raros casos de repigmentação.
Os médicos também conseguem diferenciar o grisalho relacionado à idade de condições que podem provocá-lo. Distúrbios da tireoide e outros problemas hormonais foram associados ao embranquecimento precoce, assim como doenças autoimunes que atacam os folículos capilares, como vitiligo e alopecia areata. O tratamento pode limitar novas perdas de pigmento e, às vezes, permitir que a cor volte.
Para a maioria das pessoas, não há muito o que fazer para evitar cabelos grisalhos, mas pequenas mudanças podem ajudar. “Não é nada mirabolante — é apenas levar um estilo de vida saudável”, resume Jessica.

Fonte/Créditos: AE

Créditos (Imagem de capa): Grande parte do embranquecimento do cabelo tem a ver com genética, mas o estilo de vida também influencia. Foto: Oksana Klymenko/Adobe Stock

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