O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o vazamento de áudios de conversas do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro. Para Boulos, o pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência “tem ficha corrida”.
Nos áudios, Flávio pede dinheiro ao banqueiro para pagar despesas com o filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. As gravações do senador ocorreram em 16 de novembro de 2025, um dia antes da prisão de Vorcaro pela primeira vez. As negociações também ocorreram antes de o banqueiro ser preso.
Em suas redes sociais, Boulos afirmou, na noite desta quarta-feira (13), que Flávio não tem condições de seguir como senador.
– O pedido de R$ 134 milhões para o dono do Master só coroa sua trajetória no crime: rachadinha do Queiroz, lavagem de dinheiro em loja de chocolate, 51 imóveis em dinheiro vivo, envolvimento com os milicianos do Escritório do Crime, a mansão de 6 milhões em Brasília. Esse cidadão não tem qualquer condição de seguir como Senador, menos ainda de ser presidente do Brasil – afirmou.
Ao dar explicações sobre o caso, Flávio Bolsonaro afirmou que o contato com Vorcaro envolvia apenas patrocínio privado para a obra audiovisual e negou qualquer uso de dinheiro público. Também declarou que conheceu Vorcaro apenas após o fim do governo Bolsonaro e quando não havia acusações públicas contra o banqueiro.
– Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme – argumentou Flávio.
Créditos (Imagem de capa): Guilherme Boulos Foto: EFE/ Sebastião Moreira

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