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Quinta-feira, 18 de Junho 2026
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Bolsonaro afirma que silêncio é orientação de advogados: “Nada mudou”

Ex-presidente disse que nada pode falar, mesmo após Moraes reforçar que ele não está proibido de dar declarações à imprensa

Bolsonaro afirma que silêncio é orientação de advogados: “Nada mudou”
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (25) que foi orientado por seus advogados a não falar com a imprensa.

Parecer dos meus advogados: nada mudou, nada posso falar”, disse ao sair da sede do PL (Partido Liberal) nesta tarde.

Na quinta-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), respondeu à defesa do ex-presidente e garantiu que Bolsonaro não está proibido de dar entrevistas, mas que não pode fazer uso intencional delas para aparecer nas redes sociais ou incentivar “milícias digitais”.

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No mesmo dia, ao ser abordado pela imprensa, Bolsonaro disse que ainda conversaria com seus advogados para entender melhor os limites das medidas cautelares impostas. Segundo ele, não ficou claro o que ele pode ou não dizer publicamente.

Na semana passada, o ministro determinou medidas cautelares contra Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e proibição do uso de redes sociais.

Segundo o ministro, proibição sobre redes também vale para transmissões, repostagens ou divulgação de entrevistas em perfis de terceiros, o que, na prática, impossibilita entrevistas à imprensa.

Logo após o despacho do ministro, porém, Bolsonaro fez uma visita à Câmara dos Deputados e, na saída, falou brevemente com jornalistas. Mostrou a tornozeleira eletrônica e disse que somente a “lei de Deus” é válida para ele.

O episódio foi amplamente divulgado nas redes sociais por perfis de apoiadores, congressistas e jornais.

Moraes, em despacho publicado horas depois, afirmou que o ex-presidente agiu com intenção clara de ter o momento exibido nas plataformas digitais, o que configuraria violação de medida cautelar e justificativa para prisão. Moraes pediu explicações aos advogados.

A decisão final do ministro se deu somente ontem, quinta-feira (24), quando optou por advertir o ex-presidente, mas não determinar prisão. Por isso, Bolsonaro segue cauteloso em declarações públicas.

 

Fonte/Créditos: CNN

Créditos (Imagem de capa): Tânia Rêgo/Agência Brasil

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